
Dourados recebeu, nesta sexta-feira (16), um novo pacote de entregas e anúncios ligados ao saneamento em Dourados, com destaque para a ampliação do atendimento da Sanesul no distrito de Vila Vargas e o avanço de obras voltadas à expansão de redes de água e esgoto em diferentes regiões da cidade.
O município também entrou no foco de um projeto estimado em R$ 48 milhões para enfrentar o problema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
Durante a agenda, o governador em exercício, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSD), afirmou que Dourados já alcançou uma marca expressiva na coleta e tratamento de esgoto e que a meta é ampliar ainda mais a cobertura nos próximos anos.
“A Sanesul já atingiu a marca histórica de 90% de coleta e tratamento de esgoto. E o trabalho da empresa com esses investimentos é, dentro de dois anos, ultrapassar os 96% de coleta e tratamento de esgoto com universalidade”, disse.
Além da meta de universalização, Barbosinha destacou que o pacote inclui ações para ampliar a segurança hídrica e melhorar a infraestrutura de atendimento da empresa na região.
“Hoje, investimentos na parte de água para garantir segurança hídrica, entrega do novo escritório de Vila Vargas e também estaremos assinando ordem de serviço de pavimentação asfáltica no Jardim Pelicano e parte do Canaã, um investimento de mais de 4 milhões de reais”, afirmou.
Água nas aldeias entra no radar com novo projeto
Um dos pontos centrais apresentados foi o encaminhamento do projeto para implantação de um novo sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Segundo Barbosinha, o contrato com a Caixa Econômica Federal foi assinado para que o banco passe a analisar tecnicamente a proposta.
“A Caixa passa a analisar agora o projeto elaborado pela Sanesul, fruto de emenda da bancada, R$ 48 milhões, para que a gente possa efetivamente resolver o problema de abastecimento de água na Jaguapiru e na Bororó”, declarou.
Ele explicou que não se trata de uma obra rápida, mas que o andamento depende da etapa de análise, seguida do processo de licitação.
“Assinado o governo com a Caixa, a Caixa passa a fazer a análise imediata do projeto para autorizar a licitação. Autorizada a licitação, acredito que no mais tardar aí quatro, cinco, seis meses, (…) a gente possa estar já iniciando o canteiro de obra”, disse.
Medidas emergenciais seguem enquanto obra não começa
Enquanto o sistema definitivo não sai do papel, o governador em exercício afirmou que o abastecimento segue sendo garantido por medidas emergenciais, principalmente com caminhões-pipa.
“Como nós temos feito hoje, caminhões-pipas. (…) quando você entrega caminhão-pipa é reconhecimento que não tem água”, afirmou.
Barbosinha também indicou que a proposta prevê estrutura para produção e distribuição de água até as residências, com discussão posterior sobre a operação do sistema.
“Nós vamos cuidar (…) da produção, perfuração de poços, reservação e distribuição, as redes chegando até a residência dos indígenas, com água potável chegando a todas as residências”, disse.
As entregas e encaminhamentos desta sexta-feira envolvem obras e medidas que passam pelo saneamento, pavimentação e abastecimento, em um cenário em que Dourados tenta avançar tanto na infraestrutura urbana quanto em demandas históricas das comunidades indígenas.