Veículos de Comunicação

ENTREVISTA - ECONOMIA DOMÉSTICA

Educação financeira vira aliada no começo do ano

Especialista orienta famílias a controlar gastos, evitar dívidas e planejar despesas típicas de janeiro

Atrasar contas essenciais pode gerar novas dívidas e agravar a situação financeira (Foto: Reprodução/ Freepik)
Atrasar contas essenciais pode gerar novas dívidas e agravar a situação financeira (Foto: Reprodução/ Freepik)

O início do ano costuma pressionar o orçamento das famílias brasileiras com despesas extras, como impostos, material escolar e gastos acumulados das festas e férias. Para evitar o endividamento e começar 2026 com mais organização financeira, a educadora financeira Sabrina Nakao defende planejamento, uso consciente do crédito e investimento em conhecimento.

Em entrevista, Sabrina apontou o uso excessivo do cartão de crédito como o principal erro cometido neste período. Segundo ela, muitas pessoas confundem limite disponível com renda e acabam comprometendo os meses seguintes.

“O cartão não é uma extensão do salário, é apenas um meio de pagamento. As pessoas passam o ano pagando por gastos feitos em janeiro”, afirmou.

A educadora alertou também para os custos adicionais das férias, especialmente em viagens. Mesmo quando o objetivo é economizar, despesas inesperadas acabam surgindo. A recomendação é priorizar passeios gratuitos e avaliar se o consumo seria feito fora do contexto da viagem.

Janeiro concentra o vencimento de tributos como IPTU e IPVA, além de gastos com material escolar. Para Sabrina, o ideal é que essas despesas sejam previstas ao longo do ano anterior. “Quem se organiza durante o ano não enfrenta o aperto no começo do seguinte. Janeiro de 2026 é o momento de pensar em janeiro de 2027”, disse.

Para quem já iniciou o ano no vermelho, a orientação é equilibrar o pagamento das contas do mês com a quitação das dívidas, priorizando aquelas com juros mais altos. Segundo a especialista, atrasar contas essenciais pode gerar novas dívidas e agravar a situação financeira.

Sabrina também fez um alerta sobre os juros do cartão de crédito, que podem chegar a dois dígitos ao mês. Mesmo com limites legais para o endividamento, ela afirmou que o cartão deve ser usado com cautela para não se transformar em uma “bola de neve”.

Outro ponto destacado foi a importância de criar uma reserva de emergência, mesmo que com valores baixos. A educadora defende o hábito de “pagar a si mesmo primeiro”, separando mensalmente uma quantia para investimentos seguros, como o Tesouro Selic.

Por fim, Sabrina ressaltou que a principal ferramenta para uma vida financeira saudável é o conhecimento. Segundo ela, apesar do fácil acesso à informação, muitos brasileiros ainda desconhecem conceitos básicos de economia e finanças. “A ignorância custa caro. Investir em educação financeira permite fazer escolhas melhores e evitar armadilhas ao longo do ano”, concluiu.

Acompanhe a entrevista completa: