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GESTÃO HOSPITALAR

Estado empenha R$ 35,6 mi para gestão de hospitais de Dourados e Três Lagoas

Governo de MS reserva R$ 35,6 milhões para contratos de gestão hospitalar em Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã, com reforço à regulação.

Gestão hospitalar em unidade pública com documentos e prontuários em mesa de trabalho principalmente na Saúde de Dourados e Três Lagoas
Empenhos publicados no Diário Oficial garantem continuidade de contratos de gestão em hospitais do interior. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

Um pacote de R$ 35,6 milhões foi separado pelo Governo de Mato Grosso do Sul para garantir o pagamento dos contratos que mantêm em funcionamento hospitais estaduais administrados por Organizações Sociais no interior. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial entre 9 e 14 de janeiro. Elas atingem unidades de referência em Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã, especialmente na área de Saúde Dourados e Três Lagoas. O objetivo é evitar interrupções no atendimento em regiões consideradas estratégicas.

O dinheiro sai do Fundo Especial de Saúde e foi amarrado aos contratos que definem a rotina de administração dessas unidades. Na prática, esse reforço serve para bancar o dia a dia dos hospitais. Ele inclui a manutenção das atividades assistenciais e o custeio de serviços necessários para que a estrutura continue operando dentro do que foi pactuado em cada contrato.

Em Três Lagoas, a maior fatia foi direcionada ao Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé. Para este hospital, R$ 10.376.462,22 foram reservados para a continuidade do contrato de gestão. Em Dourados, o Hospital Regional atende casos de média e alta complexidade. Ele recebeu a previsão de R$ 10.030.836,82, com a mesma finalidade. O objetivo é manter o modelo de gestão e assegurar a continuidade do serviço prestado à população.

Repasses para Hospitais Regionais

Já em Ponta Porã, na região de fronteira, a movimentação chamou atenção por envolver dois repasses ligados a contratos emergenciais do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto. Um primeiro valor, de R$ 7.881.330,11, foi reservado para o contrato em vigência. Depois, mais R$ 7.355.908,10 foram previstos para o contrato emergencial seguinte. Este valor foi indicado para cobrir a competência de fevereiro de 2026. Somados, os dois valores passam de R$ 15 milhões. Isso sinaliza uma tentativa de dar fôlego financeiro para manter o hospital funcionando sem sobressaltos.

Além dos hospitais, também foi separado dinheiro para a engrenagem que organiza o fluxo de pacientes na rede pública. Um empenho de R$ 1.505.991,58 foi destinado à unidade de apoio ao Complexo Regulador Estadual. Esse setor é responsável por ordenar transferências, encaminhamentos e o acesso a vagas conforme a oferta de serviços.

Outros Investimentos na Saúde

O conjunto de publicações ainda mencionou reforços paralelos para a gestão hospitalar direta. Houve a abertura de créditos suplementares voltados à otimização da operação do HRMS e ao caixa da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul. Tudo faz parte de uma estratégia mais ampla para sustentar a rede.