
O pagamento de indenizações a correntistas e investidores do Banco Master abriu espaço para uma nova onda de golpes. Criminosos passaram a usar indevidamente o nome do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de bancos e até de órgãos públicos para tentar enganar pessoas que aguardam o ressarcimento dos valores.
Os alertas surgiram após o início dos pagamentos, liberados no dia 19, depois da liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Desde então, foram identificadas diversas tentativas de fraude associadas ao processo de indenização.
De acordo com o comunicado divulgado pelo FGC, os golpes incluem o envio de e-mails e mensagens que simulam comunicações oficiais, além da criação de links, sites e aplicativos falsos.
Também há registros de pedidos de pagamentos antecipados, sob promessas de liberação mais rápida dos recursos, e do uso de links maliciosos para roubo de dados pessoais e bancários.
“Essas tentativas de fraudes têm como finalidade comprometer a segurança dos usuários e lhes causar prejuízos. A prevenção depende da atenção e da adoção de práticas seguras no uso de serviços digitais”, informou o fundo em nota.
Atenção redobrada
Diante do avanço das fraudes, o FGC orienta os clientes do sistema financeiro a buscar informações apenas pelos canais institucionais do próprio fundo e das instituições bancárias.
A recomendação é desconfiar de ofertas que prometem facilidades ou liberação imediata de valores, além de não fornecer dados pessoais por meios não oficiais.
Outra orientação é não realizar qualquer tipo de pagamento para ter acesso à indenização, nem clicar em links desconhecidos ou baixar aplicativos fora das lojas oficiais, práticas comuns em tentativas de golpe.
Pagamentos em números
Até o fim da tarde de sexta-feira (23), o FGC havia pago R$ 26 bilhões em indenizações a correntistas e investidores do Banco Master. Ao todo, 521 mil pessoas já receberam valores cobertos pela garantia, o que corresponde a 67,3% da base de clientes com direito ao ressarcimento.
Segundo o fundo, o sistema processa cerca de 2,8 mil pedidos por hora, o equivalente a 46 solicitações por minuto, por meio do aplicativo oficial.
Com a inclusão do Will Bank, outra instituição do mesmo grupo financeiro também liquidada recentemente pelo Banco Central, a estimativa é que o volume total de indenizações chegue a R$ 47 bilhões.
Além do FGC, assinam o alerta entidades do sistema financeiro, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), associações de bancos e representantes de fintechs, que reforçam a necessidade de cautela durante o processo de ressarcimento.
*Com informações do Governo Federal