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FÁBRICA DE TALENTOS - ENTREVISTA

Liderar conforme a situação vira diferencial nas empresas

Especialista explica por que adaptar o estilo de liderança aos perfis da equipe aumenta engajamento, reduz rotatividade e melhora resultados

Maria Aparecida da Silva Teixeira dos Santos no estúdio da rádio Massa Dourados Foto: Raíssa Vitória/ Massa Dds
Maria Aparecida da Silva Teixeira dos Santos no estúdio da rádio Massa Dourados Foto: Raíssa Vitória/ Massa Dds

A capacidade de adaptar a forma de liderar conforme o perfil e a maturidade de cada profissional tem se tornado um dos principais desafios — e também um diferencial competitivo — para empresas de todos os tamanhos. O conceito, conhecido como liderança situacional, foi tema de entrevista no programa Fábrica de Talentos, da Massa FM.

A Importância da Liderança Situacional

Segundo a psicóloga e consultora empresarial Maria Aparecida da Silva Teixeira dos Santos, liderança situacional significa compreender o contexto e as pessoas antes de definir como conduzir a equipe.

“O líder precisa entender os perfis, as gerações e as necessidades de cada colaborador. Não dá mais para liderar todo mundo da mesma forma”, afirma.

De acordo com a especialista, o modelo exige autoconhecimento do gestor, sensibilidade e disposição para se adaptar. Em equipes formadas por profissionais com perfis distintos — analíticos, relacionais, experientes ou iniciantes —, a falta de flexibilidade tende a gerar conflitos, desmotivação e baixa produtividade.

Maria Aparecida destaca que empresas maiores, em geral, contam com estruturas mais consolidadas de gestão de pessoas e programas de formação de líderes. Já as pequenas ainda estão em processo de construção, mas isso não as impede de investir no cuidado com as equipes. “Independentemente do tamanho da empresa, estamos falando de pessoas. E pessoas bem cuidadas entregam mais resultado”, diz.

Desafios e Soluções na Gestão de Talentos

Outro ponto sensível é a retenção de jovens profissionais, especialmente da chamada geração Z. Segundo a consultora, esse público busca clareza, propósito e perspectiva de crescimento. “Se o jovem não entende por que está ali, qual é o caminho e onde pode chegar, ele não fica”, afirma.

Para a especialista, focar apenas em metas e resultados, sem olhar para a equipe, é um erro comum. “Resultado e pessoas caminham juntas. O gestor é pressionado pela empresa, mas também precisa conhecer, orientar e desenvolver quem está do outro lado”, avalia.

Em um mercado marcado por alta rotatividade e dificuldade de retenção de talentos, a liderança situacional aparece como uma resposta prática a um problema cada vez mais presente no dia a dia das organizações.

Acompanhe a entrevista completa: