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FÁBRICA DE TALENTOS

Planejar a carreira é decisivo, diz especialista

(Foto: Fernando de Carvalho/ Massa CG)
(Foto: Fernando de Carvalho/ Massa CG)

O desenvolvimento de carreira exige planejamento, autoconhecimento e investimento contínuo em habilidades técnicas e comportamentais. A avaliação é do psicólogo de performance Luciano Coppini, que participou nesta segunda-feira (5) do quadro Fábrica de Talentos, em Campo Grande.

Segundo Coppini, toda pessoa que ingressa na vida profissional já possui uma carreira em andamento. A diferença, afirma, está entre crescer de forma estruturada ou avançar sem direção.

“Se você planejar, tem uma chance maior de alcançar o resultado. Quando a pessoa vai apenas seguindo a intuição, cresce de forma desorganizada e pode não chegar tão longe”, disse.

O especialista defende que o primeiro passo é definir onde se quer chegar. Para ele, o autoconhecimento permite traçar metas realistas e identificar quais competências precisam ser desenvolvidas ao longo do caminho. “É como colocar um destino no GPS profissional e seguir a rota”, afirmou.

Coppini destaca que empresas têm adotado ferramentas formais para apoiar esse processo, como o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), que ajuda profissionais a organizarem objetivos de curto, médio e longo prazo dentro das organizações.

Além do conhecimento técnico, conhecido como hard skills, o psicólogo afirma que habilidades comportamentais ganham peso cada vez maior no mercado. “As soft skills e, principalmente, as heart skills, ligadas ao relacionamento interpessoal, liderança e capacidade emocional, são o grande diferencial”, disse.

Na avaliação do especialista, a dificuldade em lidar com feedback e em se adaptar a mudanças compromete o crescimento profissional. “Tem gente que recebe uma orientação do chefe e prefere pedir demissão a se desenvolver. Isso impede a construção de uma carreira sólida”, afirmou.

Coppini também alertou para os impactos das transformações tecnológicas e da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo ele, profissionais que não se qualificarem correm maior risco de exclusão. “Não é a profissão que deixa de dar retorno, é a falta de competência. Bons profissionais sempre terão espaço”, disse.

Para o psicólogo, o desenvolvimento profissional depende menos do cenário externo e mais da disposição individual para aprender, se adaptar e assumir responsabilidade pelo próprio crescimento.

Acompanhe a entrevista completa: