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PT e Arthur Lira não aderem ao “Fora Bolsonaro”

Falta de interesse de representantes esquerdistas pode anular impeachment do presidente da República

Por Redação
14/09/2021 • 17h17
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A manifestação pro-impeachment do presidente Jair Bolsonaro movimentou o cenário político nos últimos dias. O ato contou com a participação do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e outras figuras presidenciais. Para o colunista Adilson Trindade, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, não demonstrou nenhum interesse para desalojar Bolsonaro do Planalto, assim como o PT, que também não se manifestou a favor, uma vez que a disputa pela presidência em 2022, pode ser marcada pelo segundo turno com Lula.

“Depois do Sete de Setembro, Lula tem sido uma das vozes a não gritar ‘Fora Bolsonaro’, justamente porque interessa a ele enfrentar o presidente no segundo turno do ano que vem ou mesmo banhar o pleito já no primeiro turno. Até lá, avalia-se um Bolsonaro mais debilitado tanto político como eleitoral”, justificou. Pela análise do colunista, o impeachment poderá colocar o general Hamilton Mourão na disputa eleitoral. “Ele entraria como vice-presidente e assumindo o lugar de Bolsonaro com eventual impeachment, sem desgaste político. Mourão poderá juntar toda a direita e parte do centro para concorrer à reeleição. Aí a eleição se torna mais difícil para Lula”, avaliou.

Final de semana também teve visita do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que conta com disputa as prévias no PSDB para ser indicado candidato a presidente da República. “Ele veio a Mato Grosso do Sul buscar votos dos tucanos a seu nome. Leite enfrenta João Dória, governador de São Paulo, Tasso Jereissati, senador pelo Ceará e Arthur Virgílio, ex-senador pelo Amazonas”, ressaltou.

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