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Sem vender carne para a China, frigoríficos reduzem abates

Com aumento de preços demanda interna pela proteína também teve redução

Por Rosana Siqueira
13/10/2021 • 10h00
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Os frigoríficos brasileiros reduziram o uso de sua capacidade instalada em meio à interrupção de suas exportações para a China e à redução da demanda doméstica por carne bovina.

Metade da capacidade de abate do maior exportador de carne bovina do mundo estava ociosa em setembro, segundo Jessica Olivier, analista da Scot Consultoria.

O ritmo de abates tem desacelerado desde o ano passado e, em setembro, a capacidade ociosa nos frigoríficos atingiu o nível mais alto da série da pesquisa iniciada em 2012.

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O governo brasileiro suspendeu voluntariamente as exportações de carne bovina à China no início do mês passado, depois que dois casos atípicos do mal da vaca louca foram detectados.

Embora a Organização Mundial de Saúde Animal tenha declarado que os casos não representam risco, a China ainda não autorizou a retomada dos embarques.

Outros importadores que poderiam absorver o excesso de oferta, como Egito e Arábia Saudita, também interromperam as compras em resposta ao episódio da vaca louca.

A forte demanda por carne nos EUA ajudou, com o país elevando em 200% as compras dos frigoríficos brasileiros este ano. Mas os volumes são baixos em comparação com o país asiático.

Cerca de 60% das exportações de carne bovina do Brasil tiveram a China como destino até setembro deste ano.

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