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Em busca diária do meu aprimoramento pessoal

Por Jacir Venturi
04/11/2021 • 15h56
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Ser coerente é meu propósito maior. Serei eu mesmo, mas não o mesmo por toda a vida, pois devo evoluir um pouco a cada dia. Praticarei a generosidade sem me importar com o reconhecimento e com a sabedoria para suportar a eventual ingratidão.

 O passado passou. Nem Deus consegue mudá-lo. Mas as lições devem permanecer em minha vida. Demonstrarei atenção genuína pelas boas realizações de cada amigo, familiar ou colega. Não permitirei que mágoas do passado e ansiedade pelo futuro estraguem o meu presente. A vida é uma ótima escola. Serei um bom aluno e cada erro me servirá de aprendizado. Ou seja, a cada experiência na vida, acertarei ou aprenderei.

Obterei mais conquistas se não me importar em levar o mérito. Serei uma pessoa interessada e interessante, para isso é preciso ouvir atenciosamente e falar adequadamente. A vida é uma gangorra com altos e baixos – matematicamente uma senoide. Deus nunca nos dá tudo, mas também não nos priva de tudo. Para o meu bem-estar psíquico, aceitarei que pouquíssimas pessoas estarão interessadas na minha autoestima, e muito menos em meus melindres. Afinal, na vida adulta perde-se o direito de ser melindroso.

A cada momento a vida me apresenta bifurcações. O mais difícil da vida é decidir o melhor caminho e serei responsável pelas consequências das decisões tomadas. Mesmo cansado, irei sempre um pouco mais além. E quem vai além do seu dever promove encantamentos. Entenderei que todo relacionamento é um sistema de vasos comunicantes. Dedicarei o melhor dos afetos, pois eles mutuamente se retroalimentam.

Aprenderei a dizer não, uma arte das mais difíceis, mas de grande eficácia para um bom desempenho profissional e familiar. Não procurarei culpados, mas estarei sempre em busca de soluções. Serei resiliente no sofrimento, pois querer escapar da dor é tentar fugir da própria condição humana.

Desde jovem, dedicarei parte da vida para a minha autonomia na velhice: autonomia financeira, física e emocional. E buscarei deixar, ao partir, saudades e não alívio. Reconhecerei que tenho dentro de mim dois cães que se litigam todos os dias: um representa a emoção e o outro, a razão. Qual dos dois vencerá a briga? Aquele ao qual darei mais comida, por isso os dois precisam ser alimentados com porções iguais. O equilíbrio entre os sentimentos e a inteligência é a essência para uma vida de contentamento interior. Percorrerei a trilha da espiritualização. Manterei a fé no Deus criador, a inteligência infinita. Crerei na força das preces, das boas energias e do pensamento positivo, que promovem curas e nos confortam nas horas de sofrimento.

Manterei a prática da caridade cristã, voluntária e sincera. E sobre isso, Madre Tereza de Calcutá tem autoridade para nos ensinar: “as mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”.

*Jacir J. Venturi, professor, diretor de escola, autor de três livros, entre eles Da Sabedoria Clássica à Popular (3.ª edição), e Cidadão Honorário de Curitiba.

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