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Mosquitos serão capturados para investigação de morte de macacos

Serão feitas orientações aos agentes comunitários para que fiquem em alerta com relação a população, caso algum caso seja notificado.

Por Talita Matsushita
25/01/2017 • 18h11
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Uma equipe composta por biólogo, médico veterinário e entomologista, além de outros profissionais estiveram nos locais onde os macacos foram encontrados mortos em Aparecida do Taboado nesta quarta-feira. Devido aos corpos dos quatro animais já estarem em estado de decomposição, serão capturados mosquitos para analisar se há circulação do vírus da febre amarela na região.

Os técnicos ficarão em Aparecida do Taboado até a próxima sexta-feira para investigar os casos, e coletar o máximo de materiais possíveis para que a conclusão seja precisa. Os resultados ficarão prontos, segundo Paulo de Almeida, biólogo e gerente de entomologia do Estado, em torno de 20 dias e neste período não é preciso a população entrar em pânico.

Serão feitas orientações aos agentes comunitários para que fiquem em alerta com relação a população, caso algum caso seja notificado.

Este é o primeiro caso de mortes de macacos que Mato Grosso do Sul registra em meio a um surto de febre amarela que ocorre em Minas Gerais.

A preocupação se dá pois há duas formas de transmissão e de febre amarela.  Uma é a silvestre; a outra, urbana. Na silvestre, a infecção é entre macacos e mosquitos silvestres, que só vivem na floresta.

Se uma pessoa entra na floresta, é picada por esse mosquito e vai infectada com o vírus para a cidade, o Aedes aegypti pica essa pessoa e retransmite a doença para outras. Isso caracteriza a febre amarela urbana.

Quatro macacos foram encontrados mortos na zona rural de Aparecida do Taboado. Um primeiro caso foi registrado há cinco quilômetros da cidade na região da Rondinha, numa área de praias. O corpo do macaco já estava em estado de decomposição.

Outros três animais foram encontrados mortos na região dos Teixeiras, há cerca de 30 quilômetros da cidade, na zona rural, os moradores enterraram os macacos, mas mesmo assim avisaram a Secretaria.

Surto

A Secretaria de Estado de Saúde está orientando as secretarias municipais a traçarem estratégias para garantir que a população se vacine. Embora não tenham sido registrados casos em Mato Grosso do Sul neste ano, o Estado está na área considerada de risco para a doença pelo Ministério da Saúde.

De 2010 para cá, duas pessoas que contraíram a febre amarela em Corumbá e em Bonito morreram. O último caso foi em 2015 e se trata de um turista paranaense que morreu no Estado do sul do Brasil depois de passar uma temporada em Bonito.

Depois disso, conforme a SES, pacientes foram diagnosticados inicialmente com a doença, mas a suspeita foi descartada depois de exame laboratoriais.

Nesta terça-feira (24), o Ministério da Saúde divulgou que há 438 casos suspeitos de febre amarela no país, sendo 89 mortes, e 70 foram confirmados. Das 89 mortes, 40 foram confirmadas e 49 permanecem em investigação. Os casos foram registrados em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Por conta disso, a SES orientou que as secretaria tracem estratégias para levar a população a atualizar a carteirinha de vacinação. Nos Estado, há 60 mil frascos da vacina em estoque, o suficiente para vacinar até 600 mil pessoas.

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