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Venda da Eldorado Celulose pode transformar o setor na região

Essa é a avaliação de Barbara Mattos, vice-presidente sênior da Moody’s- agência de rating

Por Ana Cristina Santos
02/07/2017 • 09h20
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A venda da Eldorado Brasil para uma concorrente latino-americana é considerada positiva e pode transformar o setor na região, melhorando as perspectivas de negócios para as quatro grandes principais produtoras de celulose. Essa é a avaliação de Barbara Mattos, vice-presidente sênior da Moody’s- agência de rating (classificação de risco de crédito).

“Todas as grandes produtoras latino-americanas de celulose de fibra curta expandiram significativamente suas capacidades de produção desde 2012. A consolidação do fragmentado setor de celulose global traria mais disciplina à cadeia de fornecimento”, afirmou, em relatório. 

De acordo com o Jornal Valor Econômico, para analisar os efeitos da operação, a agência de rating supõe o pagamento de US$ 1 bilhão pela aquisição, financiada 100% por meio de dívida. Em todos os casos, a operação elevaria a alavancagem das empresas incluídas no cenário: Fibria, Suzano, CMPC e Arauco. 

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No entanto, o efeito da compra da Eldorado sobre a classificação de risco também dependeria de uma análise da agência sobre vários fatores, incluindo o valor do acordo, a estrutura e cronograma de pagamento da transação, os benefícios para o perfil de negócios do comprador, as sinergias envolvidas e o ritmo do processo de desalavancagem.

Ainda segundo o jornal, para a Fibria, o caixa e as sinergias gerados pela aquisição ajudariam a fortalecer a posição da companhia como maior produtora do mundo, mas elevariam a alavancagem medida na relação dívida líquida sobre Ebitda de 5,6 vezes para 6,2 vezes. Na visão da agência, a compra pela chilena Arauco, além de consolidar a segunda posição, expandiria a empresa para o Brasil. A alavancagem, por outro lado, subiria de 4,1 vezes para 5,1 vezes no cenário proposto. No caso de Suzano e CMPC, a compra faria as companhias ultrapassarem a Arauco. 

“A Eldorado oferece [para a Suzano] algumas sinergias e benefícios de produção com base em localização que reduziria seus custos de caixa já muito competitivos”, defende a agência, que projeta um aumento de 4,3 vezes para 5,2 vezes na alavancagem da empresa brasileira. No caso da chilena CMPC, elevaria a alavancagem de 4,6 vezes para 5,6 vezes, de acordo com a agência.

VISITA 

Nesta semana, representantes da Arauco estiveram em Três Lagoas novamente para visitar as instalações da fábrica de celulose Eldorado Brasil. A companhia já teria oferecido R$ 14 bilhões na compra da fábrica. Um acordo de confidencialidade para explorar um potencial investimento na Eldorado foi assinado.   

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