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Três Lagoas

Às vésperas da posse, Reinaldo Azambuja promete governo para todos

Azambuja disse que cobrará a participação efetiva do governo federal

Azambuja disse que os desafios são muitos, mas que não há tempo de ficar se queixando - Arquivo/JP
Azambuja disse que os desafios são muitos, mas que não há tempo de ficar se queixando - Arquivo/JP

Às vésperas da posse, o governador eleito Reinaldo Azambuja reafirmou os compromissos assumidos na campanha eleitoral e promete governar para toda a população de Mato Grosso do Sul. Reinaldo Azambuja disse,que irá garantir o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dourados, que ficou parada por quase dois anos, e irá ampliar o efetivo do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e da Polícia Militar para aumentar a segurança na fronteira, além de acabar com o ICMS Garantido para micro e pequenas empresas.

Mesmo pronta, a UPA de Dourados permaneceu fechada por falta de dinheiro e só voltou a funcionar no fim da semana passado. “Essa UPA de Dourados está pronta há dois anos. Há dois anos ela poderia estar atendendo a população de Dourados e região”, lamentou o futuro governador.

Recentemente, o governador André Puccinelli assinou convênio transferindo R$ 500 mil mensais à Prefeitura para atendimento na UPA, para ajudar nas despesas de manutenção e contratação de profissionais. O montante será pago pelo novo governo. “Lógico que vamos continuar com o convênio”, garantiu Reinaldo.

Reinaldo Azambuja afirmou vai cobrar a participação efetiva do governo federal para coibir e combater a entrada de drogas, armas e contrabando através das fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. Na opinião de Reinaldo, as fronteiras em Mato Grosso do Sul estão escancaradas. Ele quer apoio do governo federal no sistema prisional, já que grande parte dos presos no Estado é ligada ao tráfico internacional de drogas.

Reinaldo reafirmou que, sem discriminação, irá estender a mão para prefeitos de outros partidos e disse esperar o mesmo tratamento da presidente reeleita Dilma Rousseff. “A presidente Dilma ganhou as eleições e falou que queria unir o País. Como se une o País? Atendendo principalmente os governos que são administrados por governadores da oposição. Eu mesmo não vou retaliar os prefeitos do Partido dos Trabalhadores. Pelo contrário, vou buscar as parcerias dos outros prefeitos que não nos apoiaram porque os prefeitos representam a população. O governante não governa para partidos, ele governa para as pessoas”, afirmou.

Aquário – Reinaldo voltou a dizer que irá fazer uma auditoria no Aquário do Pantanal, para verificar se os recursos foram bem aplicados para que ele tenha segurança jurídica ao concluir a obra, e afirmou que irá rever o contrato de concessão para a empresa paranaense Cataratas do Iguaçu S.A.

Reinaldo explicou ainda que, após a auditoria, pretende concluir o Aquário do Pantanal para que ele não se transforme em um “elefante branco”.

Ajustes na gestão

Os secretários estaduais que vão compor a equipe de governo de Reinaldo Azambuja trabalham para definir ajustes para o início da nova gestão. No último fim de semana os secretários estiveram reunidos com o governador eleito para discutir a composição de suas equipes, levantar dados das urgências que devem ser tratadas e os planejamento das ações no início do Governo e para os próximos quatro anos.

“Estamos em intenso trabalho. Tivemos várias reuniões. Discutimos a formação das equipes, levantamos os riscos e problemas que vamos enfrentar, as urgências que temos de atacar primeiro, assim como as medidas para os primeiros dias e para os primeiros meses”, disse.

Em entrevista à Rádio Cultura, Reinaldo Azambuja disse que os desafios são muitos, mas que não há tempo de ficar se queixando. O momento é de dar foco nos ajustes das contas para promover o atendimento à população sul-mato-grossense. “A população nos delegou quatro anos de Governo e nós temos que responder com indicadores, com serviços melhores, com a melhor prestação de serviço e isso precisa ser resolvido de imediato”.

Quanto aos ajustes das contas, Reinaldo reafirmou a necessidade de enxugamento da máquina administrativa. O primeiro passo é a reestruturação, com o fim de duas secretarias. Azambuja também reafirmou que vai conter gastos nos setores de compras, cargos comissionados e reavaliar valores e necessidades de contratos existentes com a atual administração.

“A matemática é uma ciência exata, não existe fórmula milagrosa. O que tem que ser feito são ajustes, saber gastar, ter critérios. Vamos mexer no que é preciso. Contratos necessários vão passar por avaliações e os que não forem imprescindíveis, vamos abrir mão”, disse.

“Embora tenha os obstáculos e algumas cascas de bananas que estão deixando no caminho para a gente escorregar, eu tenho muita tranquilidade, acredito na nossa equipe. A população que me delegou essa responsabilidade de governar e vamos governar com as prioridades das pessoas, gastando menos com o Governo e mais com as pessoas. É essa a prioridade que nós temos para Mato Grosso do Sul”, afirmou.