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Três Lagoas

Azambuja rebate declaração que teria amizade com prefeito paraguaio

Suposta amizade foi citada por comissão que investiga o assassinato

Reinaldo classificou as informações como leviana e mentirosas - Divulgação
Reinaldo classificou as informações como leviana e mentirosas - Divulgação

O governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) reagiu à declaração do senador paraguaio Arnoldo Wiens, membro da comissão parlamentar que investiga o assassinato do jornalista Pablo Medina e sua assistência, Antonia Almada. Nesta terça, o parlamentar paraguaio afirmou que o governador eleito teria uma suposta amizade com um dos suspeitos de envolvimento no caso, o prefeito de Ypejhú (Paraguai), Vilmar Acosta, suspeito de ser o mandante do crime, conforme divulgado pelo site UOL Notícias.

Através de nota oficial, Azambuja rebateu: “são informações mentirosas, levianas e absolutamente irresponsáveis”.

O governador informou que não mantem qualquer vínculo com os citados nas referidas matérias e que irá “adotar todas as medidas judiciais cabíveis, no Brasil e no Paraguai, por danos contra sua imagem pública e hoje mesmo determinou a entrada de advogados no caso”, cita um trecho da nota.

Reinaldo Azambuja acredita que seu compromisso em rever e reforçar a política de Segurança Pública na fronteira de Mato Grosso do Sul – prioridade de seu futuro governo – pode estar por trás da manipulação de informações e tentativa de atingir sua honra e sua credibilidade. Repetidas vezes, desde a campanha eleitoral e ainda como deputado federal, ele sempre cobrou medidas efetivas para combater o tráfico de drogas e de armas nas fronteiras abertas.

 "Quando se coloca o dedo na ferida, apontando os erros do atual sistema e interferindo diretamente nos interesses de quem não quer ver funcionar a Segurança Pública para a maioria da população, a reação é imediata", concluiu.

O CRIME

Conforme a reportagem do site de notícias UOL, o jornalista e sua acompanhante foram mortos há dois meses. Pablo Medina era correspondente do jornal "ABC Color" no departamento de Canindeyú, na fronteira com o Brasil, e investigava a atuação de traficantes e produtores de maconha na região.

Além de Medina, outros dois jornalistas paraguaios foram assassinados neste ano, Fausto Alcaraz e Elías Fernández Fleitas, ambos mortos após publicarem reportagens sobre o tráfico de drogas no Paraguai, segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).