
Matéria publicada na coluna Radar On Line da Revista Veja afirma que relatório de auditoria aprovado ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou sobrepreço de R$ 12 milhões na obra de ampliação da Usina Termelétrica Luiz Carlos Prestes, em Três Lagoas (MS).
O tribunal detectou na construção, financiada com recursos da Petrobras e incluída no PAC, majoração de preço em pagamentos a empresas por insumos e montagem de equipamentos da usina.
O TCU não recomendou a paralisação da obra por entender que a irregularidade, mesmo considerada “grave”, tem valor financeiro pequeno em relação a todo o montante da usina, prevista para iniciar as atividades em agosto. A Petrobras estima investir cerca de 381 milhões de reais.
Entre outras providências, o TCU determinou que a estatal e as empresas contratadas esclareçam em até 15 dias as irregularidades apontadas.
Durante a auditoria, técnicos do tribunal discutiram sobre a viabilidade econômica da usina. A estimativa é de que nos próximos vinte anos a termelétrica venha a dar um prejuízo de 700 milhões de dólares – cerca de 1,1 bilhão de reais. E por que tamanho buraco? Por causa do custo do gás natural usado como combustível para alimentá-la.
Segundo a coluna, o ministro e relator José Múcio Monteiro afirmou em seu voto, acompanhado pelos colegas, que é necessário “sopesar, antes de tudo, que a usina surgiu em período de grave crise de energia proveniente de fonte hidráulica, apresentando-se como alternativa vital para o desenvolvimento de sua região”.