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Pediatra explica novas ações e importância da ampliação do teste do pezinho

Antes da ampliação, o SUS oferecia apenas o teste básico, capaz de identificar sete patologias

A ampliação do teste do pezinho é vista com bons olhos por profissionais da saúde e representa um avanço importante na prevenção, diagnóstico e cuidado com a saúde infantil. Foto: Arquivo/Agência Brasil.
A ampliação do teste do pezinho é vista com bons olhos por profissionais da saúde e representa um avanço importante na prevenção, diagnóstico e cuidado com a saúde infantil. Foto: Arquivo/Agência Brasil.

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o número de doenças diagnosticadas por meio do teste do pezinho, exame obrigatório realizado em recém-nascidos nos primeiros dias de vida. A mudança representa um avanço significativo na triagem neonatal, permitindo a identificação precoce de até 40 doenças graves, muitas delas silenciosas, o que possibilita tratamento imediato e melhora na qualidade de vida dos bebês.

Antes da ampliação, o SUS oferecia apenas o teste básico, capaz de identificar sete patologias. A novidade passou a valer em Mato Grosso do Sul no dia 1º de janeiro deste ano, integrando o Programa Estadual de Triagem Neonatal.

A médica pediatra e neonatologista Joyci Leal explica que o principal objetivo do teste do pezinho é identificar precocemente doenças que podem comprometer o desenvolvimento da criança.

“A intenção é investigar, dar o diagnóstico e iniciar o tratamento imediatamente. Quando isso não acontece, o bebê pode desenvolver problemas graves, sequelas e dificuldades no desenvolvimento”, destacou a pediatra.

Ela comemora a ampliação do exame e ressalta que o teste ampliado representa um ganho importante para o período neonatal.

“Antes investigávamos doenças como hipotireoidismo congênito, hiperplasia adrenal congênita, fibrose cística e fenilcetonúria. Agora, o exame ampliado permite identificar até 40 doenças, incluindo atrofia muscular espinhal, galactosemia e imunodeficiências primárias”, explicou.

Segundo a especialista, o diagnóstico precoce garante melhores condições de tratamento e reduz significativamente os riscos de sequelas, possibilitando uma vida mais saudável ao bebê.

O teste do pezinho deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do recém-nascido e é oferecido gratuitamente pelo SUS. A responsabilidade pela realização e retirada do resultado é dos pais ou responsáveis, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Joyce reforça que o exame é simples, rápido e fundamental.

“Após a alta hospitalar, os pais recebem a orientação para procurar a unidade de saúde até o quinto dia de vida do bebê. É um exame obrigatório e essencial no período neonatal”, ressaltou.

Nos casos em que o recém-nascido permanece internado por mais de 48 horas, a coleta é realizada ainda no hospital.

Em Três Lagoas, foram realizados 722 testes do pezinho pelo SUS em 2025, nas Unidades de Saúde da Família, o que representa uma média de 60 exames por mês. Já na maternidade do Hospital Auxiliador, a média é de 30 testes diários, especialmente quando o bebê precisa permanecer internado por mais tempo.

A ampliação do teste do pezinho é vista com bons olhos por profissionais da saúde e representa um avanço importante na prevenção, diagnóstico e cuidado com a saúde infantil.