
Quem passou pelos postos de combustíveis neste início de ano já percebeu: abastecer ficou mais caro. Desde 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), imposto estadual que impacta diretamente o preço dos combustíveis.
De acordo com as informações, não houve aumento de tributos federais nem alteração nos valores definidos pela Petrobras. O reajuste é exclusivamente estadual, o que pegou muitos consumidores de surpresa logo no começo do ano.
Em Três Lagoas, a gasolina teve reajuste médio de R$ 0,10 por litro, enquanto o diesel subiu cerca de R$ 0,05. O aumento acontece em um período crítico para o orçamento do trabalhador, marcado pelo pagamento de impostos e despesas típicas do início do ano.
“É complicado. Sempre tem aumento. Às vezes sobe, depois baixa, mas em janeiro pesa muito”, comentou a autônoma Maria Lucia Silva.
Novos valores do imposto
Com o reajuste:
- Gasolina: ICMS passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro
- Diesel: de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro
- Etanol anidro: também sofreu reajuste (mistura de 30% na gasolina)
- Gás de cozinha: ICMS por quilo subiu de R$ 1,39 para R$ 1,47, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 kg
Embora o reajuste ocorra na etapa das distribuidoras, o impacto chega ao consumidor final.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de MS, Edson Lazzarotto, a mudança foi definida pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e vale para todo o Brasil.
“É um reajuste exclusivamente tributário e tende a ser refletido no preço final, independentemente de outros fatores como Petrobras, frete ou margens”, explica.
O Procon de Três Lagoas realiza pesquisas trimestrais para orientar os consumidores. A última, feita em novembro de 2025, apontou variação de até R$ 0,20 por litro entre os postos.
Em nota, o órgão informou que a próxima pesquisa será realizada em fevereiro. Até lá, a orientação é pesquisar antes de abastecer para economizar.
“Com certeza atrapalha. Tudo aumenta junto e pesa no orçamento”, resume o aposentado Flávio Rubens.