
O PROCON de Três Lagoas divulgou uma pesquisa comparativa de preços de material escolar com o objetivo de orientar pais e responsáveis na preparação para o ano letivo de 2026. O levantamento busca estimular o consumo consciente e auxiliar as famílias a reduzirem gastos em um período de maior demanda.
A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 13 de janeiro de 2026, em seis papelarias do município, e analisou os preços de 92 itens de material escolar. O PROCON-TL destaca que a variação de valores entre os estabelecimentos pode gerar economia significativa, especialmente para famílias com listas extensas. O órgão também reforça a importância de verificar a qualidade dos produtos, exigir nota fiscal e conferir se as exigências das escolas estão de acordo com a legislação vigente.
Servidora pública, Débora Cecília foi às compras e afirmou não ter percebido grande diferença nos preços em relação a 2025, mas confirmou o que aponta a pesquisa do PROCON quanto à variação entre lojas.
“A diferença é baixa, algo entre R$ 10 e R$ 15, mas entre as lojas está grande. Um caderno em uma loja custa R$ 23 e, em outra, o mesmo produto chega a R$ 60”, comentou Débora.
Mauricéia Pereira levou as filhas para ajudar na escolha do material escolar deste ano. Segundo ela, a decisão costuma levar em conta a preferência das crianças. “Eu gosto de trazer as duas para escolher. O que elas gostam, eu acabo levando”, relatou.
Ela também disse não ter sentido aumento significativo nos preços. “Está na mesma média das compras do ano passado. E, como a lista diminuiu bastante este ano, o impacto no valor final não foi tão grande”, afirmou.
O assessor especial do PROCON, Edson Soares de Góis Junior, destacou que a principal orientação do órgão com a divulgação do levantamento é incentivar a pesquisa antes da compra.
“Enquanto órgão fiscalizador e orientador, nós sempre recomendamos que o consumidor pesquise. Isso é fundamental para economizar. Encontramos variações muito elevadas, como no caso de um esquadro simples, com diferença superior a 1.400%, o que serve de alerta para que o consumidor fique atento”, explicou.
Apesar das variações identificadas, os preços praticados em quase cem itens analisados não foram considerados abusivos, não sendo necessária a notificação de nenhum dos estabelecimentos participantes.
A pesquisa completa está disponível para consulta acessando este link.