
A Prefeitura de Campo Grande oficializou, no fim de janeiro de 2026, uma movimentação orçamentária que totaliza R$ 84.768.365,79. Os valores constam em três decretos do Executivo, de números 16.506, 16.507 e 16.508, que abriram créditos suplementares para reforçar áreas consideradas prioritárias neste início de ano letivo e fiscal.
Foram adotadas duas estratégias para viabilizar a injeção de recursos. De um lado, entrou no orçamento de 2026 uma parcela chamada de “dinheiro novo”, proveniente de sobras de caixa do ano anterior. Por outro, ocorreu um remanejamento interno, com cancelamentos de despesas previstas em algumas rubricas para reforçar outras dentro da própria estrutura municipal.
| Origem das verbas | Destino da verba | Valor informado no texto |
|---|---|---|
| Superávit financeiro de 2025 (sobras de caixa incorporadas em 2026) – Decretos 16.506 e 16.507 | Educação | Mais de R$ 19 milhões |
| Superávit financeiro de 2025 (sobras de caixa incorporadas em 2026) – Decretos 16.506 e 16.507 | Assistência Social | R$ 18,9 milhões |
| Superávit financeiro de 2025 (sobras de caixa incorporadas em 2026) – Decretos 16.506 e 16.507 | Outras áreas | R$ 22.968.360 milhões |
| Remanejamento interno por anulação/cancelamento de despesas previstas – Decreto 16.508 | Saúde | R$ 11,5 milhões |
| Remanejamento interno por anulação/cancelamento de despesas previstas – Decreto 16.508 | Outros ajustes internos | R$ 12,4 milhões |
| TOTAL DE CRÉDITOS SUPLEMENTARES | R$ 84.768.365,79 | |
Superávit de 2025 entra como reforço imediato
A maior parte do pacote, somando mais de R$ 60,8 milhões, foi aberta com base no superávit financeiro de 2025, conforme descrito no texto. Na prática, são recursos que já estavam disponíveis na virada do ano e passaram a ser incorporados ao orçamento de 2026 para uso imediato, sem depender de cortes no orçamento corrente.
Nesse bloco, os principais beneficiados citados no material são a Educação (SEMED), com mais de R$ 19 milhões, e a Assistência Social (FMAS), com um aporte de R$ 18,9 milhões.
Remanejamento por cancelamentos soma R$ 23,9 milhões
O terceiro decreto, 16.508, movimenta R$ 23,9 milhões por meio de cancelamentos e realocações internas. A lógica descrita é a de cancelar previsões de despesas em alguns pontos para permitir a execução em outros, dentro das mesmas pastas, sem necessariamente retirar dinheiro de uma área para outra.
Na Saúde, por exemplo, foi apontado que o Fundo Municipal de Saúde (FMS) teve R$ 11,5 milhões cancelados em determinadas categorias e recebeu o mesmo valor em outras, o que indica uma reorganização para viabilizar gastos dentro do próprio fundo.