Veículos de Comunicação

SAÚDE É MASSA

Corrida cresce, nutrição ainda falha

Especialista alerta que corredores de Campo Grande ainda erram na alimentação e priorizam suplementos em vez de comida

Júlia Melo no estúdio da Rádio massa Campo Grande Foto: Karina Anunciato/ Massa CG
Júlia Melo no estúdio da Rádio massa Campo Grande Foto: Karina Anunciato/ Massa CG

O aumento do número de corridas de rua em Campo Grande tem levado cada vez mais pessoas às pistas, desde atletas experientes até iniciantes. Com a popularização da prática, surge um alerta: muitos corredores ainda não se alimentam de forma adequada para garantir energia, desempenho e recuperação muscular.

Segundo a nutricionista esportiva Júlia Mello, parte dos praticantes até conhece as orientações básicas, mas não as aplica no dia a dia.

“Existe hoje uma onda muito forte dos suplementos, e as pessoas acabam esquecendo do básico, que é comer comida de verdade, como arroz e feijão”, afirma.

De acordo com a especialista, o erro mais comum entre os corredores é a ingestão insuficiente de alimentos, especialmente de carboidratos, principal fonte de energia para a corrida. “A corrida é um esporte de alto impacto. Quando o atleta não se alimenta bem, aumenta o risco de lesões e queda de rendimento”, explica.

Alimentação e Desempenho na Corrida

A orientação é que a alimentação seja planejada antes e depois dos treinos e provas. No pré-corrida, a recomendação é priorizar fontes de carboidratos de qualidade, como massas, mandioca, batata e pães. “É como abastecer um carro. Sem combustível, o corpo não responde”, diz Júlia.

Já no pós-treino, o foco deve ser a recuperação, com hidratação adequada — especialmente em uma cidade de clima quente como Campo Grande — e a combinação de carboidratos e proteínas. “Pode ser uma refeição completa ou algo simples, como pão com ovo. O importante é repor energia e ajudar na recuperação muscular”, orienta.

Correr em Jejum: Mito ou Realidade?

Sobre correr em jejum, a nutricionista afirma que não é um mito, mas uma prática que exige adaptação. “Cada organismo responde de um jeito. Quem corre em jejum precisa ter uma alimentação noturna adequada e manter a hidratação. Não é algo que funcione para todo mundo”, ressalta.

Para quem está começando, a principal recomendação é simples: menos foco em suplementos e mais atenção à alimentação diária. “Comer bem ainda é o que faz mais diferença para quem quer correr melhor e com mais segurança”, conclui.

Acompanhe a entrevista completa: