Veículos de Comunicação

educação

Cursos de Medicina de duas faculdades particulares de MS recebem nota insatisfatória no Enamed

Enquanto instituições privadas tiram conceito 2, universidades públicas do estado ocupam faixa de excelência na avaliação

Cursos com nota baixa no Enamed podem sofrer sanções - Reprodução/Agência Brasil
Cursos com nota baixa no Enamed podem sofrer sanções - Reprodução/Agência Brasil

Em Mato Grosso do Sul, seis universidades passaram pelo Enamed, exame aplicado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Inep, para medir a qualidade da formação médica no país. O levantamento mostrou que dois cursos do estado ficaram abaixo do nível esperado e receberam conceito 2, nota considerada insatisfatória.

O MEC informou que 99 cursos de Medicina no país ficaram nas faixas 1 e 2, o que significa desempenho inferior a 60% no critério de proficiência. Em MS, as instituições que integram esse grupo são a Universidade Anhanguera Uniderp, em Campo Grande, e a UniCesumar, em Corumbá.

As universidades que não atingem o padrão mínimo entram em processo administrativo e têm 30 dias para apresentar defesa. Depois desse período, passam a valer medidas como proibição de aumento de vagas, suspensão do Fies e, nos casos mais graves, impedimento de ingresso de novos estudantes. As restrições ficam em vigor até o próximo Enamed, quando a instituição volta a ser avaliada e pode reverter o resultado.

Universidades públicas lideram desempenho em MS

Os cursos de Medicina mais bem avaliados em Mato Grosso do Sul pertencem às instituições públicas. A UFMS alcançou conceito 5 nos campi de Campo Grande e Três Lagoas e a UFGD também recebeu nota máxima em Dourados. Já a UEMS, em Campo Grande, obteve conceito 4, dentro da faixa considerada satisfatória pelo Inep.

O contraste entre o desempenho público e privado no estado acompanhou a tendência nacional. O Inep avaliou cerca de 89 mil participantes em todo o país e, entre os estudantes concluintes, apenas 67% alcançaram proficiência, percentual que reforçou a preocupação do Ministério da Educação com a qualidade da formação médica.