
Investidores não residentes — como são classificados os estrangeiros que aplicam no mercado brasileiro — movimentaram mais de R$ 2,8 trilhões em ações na bolsa de valores do país ao longo de 2025.
O dado considera as negociações realizadas no mercado à vista, entre janeiro e dezembro, com base em um levantamento feito a partir da plataforma Datawise+, que cruza informações da B3 e da Neoway para identificar perfis de investidores.
O volume negociado por esse grupo teve destaque no fim do ano. Em dezembro de 2025, a movimentação alcançou R$ 255 bilhões, o que representa alta de 6% em relação a dezembro de 2024. No acumulado dos 12 meses, o crescimento foi de 15%.
Os picos de negociações aconteceram em maio, com R$ 263 bilhões, abril, com R$ 257 bilhões, e dezembro, com R$ 255 bilhões, mantendo o investidor estrangeiro entre os perfis mais ativos do mercado durante o ano.
Vale, Petrobras e Itaú lideram negociações
O levantamento também aponta quais foram as ações mais negociadas pelos investidores não residentes em 2025. A liderança ficou com a Vale (VALE3), que somou R$ 197,7 bilhões em volume negociado.
Na sequência aparecem Petrobras (PETR4), com R$ 154 bilhões, e Itaú Unibanco (ITUB4), com R$ 130,6 bilhões.
Confira o ranking das dez ações mais negociadas pelo investidor estrangeiro no período:
- Vale (VALE3) – R$ 197,7 bilhões
- Petrobras (PETR4) – R$ 154 bilhões
- Itaú Unibanco (ITUB4) – R$ 130,6 bilhões
- Banco do Brasil (BBAS3) – R$ 89 bilhões
- B3 (B3SA3) – R$ 87,6 bilhões
- Bradesco (BBDC4) – R$ 83 bilhões
- Ambev (ABEV3) – R$ 77 bilhões
- Petrobras (PETR3) – R$ 65,2 bilhões
- Weg (WEGE3) – R$ 65,1 bilhões
- Sabesp (SBSP3) – R$ 64 bilhões
Participação passou de 60% nas negociações com ações
No acumulado de 2025, os investidores não residentes responderam por 62% do volume total de negociações com ações no mercado à vista.
Ao ampliar o recorte para outros ativos negociados na bolsa, como BDRs, ETFs e fundos imobiliários (FIIs), o volume movimentado por estrangeiros supera R$ 3,5 trilhões no período.
O resultado reforça o peso dos investidores estrangeiros no desempenho do mercado brasileiro, especialmente em ações de empresas com maior liquidez e presença no mercado global.
*Com informações da B3