
Após mais de duas décadas de portas fechadas, um dos prédios mais emblemáticos de Campo Grande está prestes a ganhar nova vida. O antigo Hotel Campo Grande, referência da arquitetura e da memória afetiva da Capital, entra na fase final de obras e deve reabrir ao público a partir de fevereiro.

O imóvel passou por 27 meses de reforma e foi totalmente modernizado para atender às exigências atuais, sem perder as características originais que o tornaram um símbolo da cidade. Ao todo, são mais de 930 janelas, além de elementos históricos preservados, como estruturas de madeira e o tradicional relógio do saguão.
Proprietário do hotel, o empresário Wagner Borges afirma que o projeto vai além da reativação de um empreendimento.
“Não comprei apenas um prédio, comprei uma história. É um monumento de Campo Grande”, diz. Segundo ele, toda a parte elétrica, hidráulica e os elevadores foram substituídos, e um novo estacionamento foi incorporado à estrutura.
Reabertura do Hotel Campo Grande
A reabertura ocorre em parceria com a bandeira Slaviero, com 135 quartos distribuídos em diferentes categorias, voltados a um público que busca conforto, tradição e localização central. A proposta, segundo o empresário, não é competir com outros hotéis da cidade, mas oferecer um padrão elevado, alinhado ao perfil de visitantes corporativos e ligados ao agronegócio.
Além da hospedagem, o espaço terá restaurante aberto ao público, auditório com capacidade para até 300 pessoas e salas de eventos. A tradicional feijoada de sábado, marca registrada do antigo hotel, também será mantida.
Impacto e Revitalização
Borges afirma que a reabertura faz parte de um projeto maior de revitalização do centro de Campo Grande, região que perdeu valor imobiliário ao longo dos anos. “O centro precisa voltar a pulsar. Investir aqui é investir na história da cidade”, afirma.
Localizado na rua 13 de Maio, o antigo Hotel Campo Grande é lembrado por diferentes gerações, seja pela hospedagem, pelos eventos sociais ou pela boate que funcionou no local após o fechamento. Agora, a expectativa é que o prédio volte a ser ponto de encontro e referência urbana na Capital sul-mato-grossense.