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Métodos contraceptivos no SUS: como acessar DIU e implante em Mato Grosso do Sul

Atendimento começa nas UBSs, com consulta e orientação

Governo garante e financia a oferta dos métodos de longa duração - Foto: Arquivo SES
Governo garante e financia a oferta dos métodos de longa duração - Foto: Arquivo SES

Mulheres que buscam métodos contraceptivos de longa duração, como DIU e implante subdérmico, podem iniciar o atendimento pelo SUS em Mato Grosso do Sul diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios.

O primeiro passo é passar por consulta com a equipe de saúde, que orienta sobre as opções disponíveis e avalia qual método é mais indicado para cada caso.

A procura deve começar no posto onde a paciente já é cadastrada e acompanhada. Isso ajuda a agilizar o atendimento e facilita o acompanhamento ao longo do tempo, já que a equipe conhece o histórico e a realidade da região atendida.

O atendimento inicial é feito por profissionais como enfermeiros e médicos. Nesse momento, a paciente pode expor sua preferência e receber informações completas sobre o método escolhido, incluindo funcionamento, vantagens, pontos de atenção e possíveis efeitos.

A enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francielly Rosiani da Silva, afirma que a consulta é o momento em que a mulher esclarece dúvidas e entende o processo antes do procedimento.

“Durante a consulta, a mulher é orientada, fala sobre o desejo dela em relação ao método e recebe todas as informações: os prós, os contras, como funciona o procedimento e quais documentos são necessários”, explica.

Além das orientações, a equipe também detalha a necessidade de acompanhamento após a inserção do DIU ou do implante. O objetivo, segundo a rede de saúde, é garantir segurança e continuidade do cuidado, respeitando a decisão da paciente.

A realização do procedimento pode variar de acordo com a estrutura de cada município. Em muitos casos, a inserção já ocorre na própria UBS, desde que haja profissionais capacitados e condições adequadas.

Quando isso não é possível, a Secretaria Municipal de Saúde define unidades de referência para atender a demanda.

Mesmo quando a inserção ocorre fora da UBS de origem, a unidade básica continua responsável por encaminhar a paciente dentro da rede pública e manter o acompanhamento pelo SUS.

Nos últimos anos, a ampliação desse tipo de método contraceptivo na rede pública tem sido associada a mudanças em indicadores de saúde reprodutiva no Estado. Dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde apontam que, entre 2022 e 2025, a taxa de gravidez na adolescência em Mato Grosso do Sul caiu de 14,92% para 12,65%, alcançando o menor índice da última década.

*Com informações do Governo de MS