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Novo cadastro da assistência social em Campo Grande passa a mapear migração e diversidade

Sistema passa a reunir dados mais completos, como nacionalidade, deficiência e diversidade sexual, para planejar ações na Capital

Plantão técnico reuniu 119 unidades da rede socioassistencial para orientar aplicação do novo modelo de registro - Foto: Divulgação/Prefeitura de CG
Plantão técnico reuniu 119 unidades da rede socioassistencial para orientar aplicação do novo modelo de registro - Foto: Divulgação/Prefeitura de CG

A rede de assistência social de Campo Grande passou a utilizar um novo modelo do formulário que registra, mês a mês, os atendimentos feitos a moradores atendidos em serviços como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), centros de convivência e unidades voltadas à população em situação de rua.

A atualização foi aplicada no Registro Mensal de Atendimentos (RMA), documento que serve como base para mapear demandas e orientar decisões sobre estrutura, equipes e distribuição de recursos.

O RMA é utilizado para registrar todos os atendimentos e acompanhamentos realizados pelas unidades da assistência social. Com a mudança, o formulário passa a reunir informações mais detalhadas sobre o perfil de quem procura os serviços, incluindo indicadores ligados à diversidade, deficiência e nacionalidade, além de dados sobre fluxos migratórios.

Segundo a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SAS), a modernização busca tornar o levantamento mais preciso e compatível com a realidade social atual do município.

O registro passa a ser feito de forma digital, o que também deve facilitar a análise dos dados e o acompanhamento do volume de atendimentos ao longo do tempo.

Orientação reuniu representantes de 119 unidades

Para colocar o novo modelo em funcionamento, a equipe da Vigilância Socioassistencial promoveu um plantão técnico de dois dias com representantes de 119 unidades da rede municipal.

O grupo incluiu equipamentos públicos e Organizações da Sociedade Civil (OSCs) cofinanciadas, que também executam serviços dentro da estrutura de assistência.

O objetivo foi orientar gestores e equipes sobre o novo instrumento de registro, já que o RMA influencia diretamente no planejamento das ações e na definição de prioridades, como criação de vagas, reforço de profissionais ou implantação de serviços em regiões com maior demanda.

Dados mais detalhados podem direcionar novas vagas e equipes

Com informações mais completas no sistema, a rede consegue identificar com mais clareza quais públicos procuram os serviços e em que regiões a demanda é mais concentrada.

A expectativa é que isso ajude a direcionar medidas como ampliação de equipes técnicas, abertura de novas unidades e oferta de vagas de acolhimento em casos considerados mais urgentes.

A superintendente de Gestão do SUAS, Marcilene Rodrigues, afirmou que o formulário é uma das principais ferramentas usadas para o diagnóstico da assistência social em Campo Grande.

“O RMA não é apenas um relatório burocrático; ele é a nossa principal ferramenta de diagnóstico e planejamento. Com este novo modelo, conseguiremos identificar com clareza onde o serviço precisa ser fortalecido, garantindo que o atendimento chegue com excelência a quem mais precisa na ponta”, disse.

Mudanças anteriores geraram ampliação de acolhimento e novos Conselhos Tutelares

De acordo com a secretaria, análises feitas a partir do RMA em anos anteriores já levaram à ampliação de mais de 80 vagas de acolhimento para migrantes, nacionais e internacionais, além da abertura de 12 vagas destinadas a pessoas com deficiência.

Ainda segundo o balanço apresentado, indicadores do formulário também serviram de base para a implantação de três novos Conselhos Tutelares, em 2024.

A gerente de Vigilância Socioassistencial, Viviane Brandão, explicou que o novo formato tem o objetivo de padronizar os registros e aproximar os atendimentos da realidade atual do município, especialmente diante de mudanças sociais recentes, como o aumento do público migrante.

“Isso gera eficiência e nos dá subsídios para decidir, de forma técnica, se uma região precisa de mais veículos, mais profissionais ou de um novo tipo de equipamento público”, concluiu.

*Com informações da Prefeitura de CG