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FÁBRICA DE TALENTOS

RH 5.0 ganha espaço nas empresas diante de novas gerações

Especialista aponta mudança de comportamento, desafios na contratação e necessidade de adaptação das empresas

RH deixou de ser apenas operacional e passou a ter papel estratégico Foto: Sankhya
RH deixou de ser apenas operacional e passou a ter papel estratégico Foto: Sankhya

A presença de até cinco gerações trabalhando juntas dentro das empresas tem impulsionado mudanças profundas na gestão de pessoas e colocado o chamado RH 5.0 no centro das estratégias corporativas. O conceito vai além da tecnologia e está diretamente ligado ao comportamento, às relações de trabalho e à adaptação das organizações a um novo perfil de profissional.

A avaliação é da administradora de empresas Renata Becker, especialista em gestão executiva e recursos humanos (RH), que atua com consultoria para empresas em Dourados e região. Segundo ela, o RH deixou de ser apenas operacional e passou a ter papel estratégico na mediação de expectativas entre empregadores e trabalhadores.

“Hoje convivem dentro da mesma empresa profissionais que buscam estabilidade e carreira de longo prazo e jovens que valorizam propósito, flexibilidade e remuneração variável. O RH precisa organizar essas diferenças de forma equilibrada”, afirma.

Desafios e Oportunidades na Gestão de Talentos

De acordo com Renata, um dos principais desafios enfrentados pelos empresários é a dificuldade de contratação e retenção de talentos. Ela aponta que há escassez de mão de obra qualificada e que muitas empresas precisam investir na formação interna dos colaboradores.

A especialista destaca que o modelo tradicional de salário fixo já não atende plenamente às novas gerações, que buscam crescimento rápido, reconhecimento por desempenho e oportunidades de desenvolvimento. “Um salário alto, sozinho, muitas vezes não é suficiente. Metas, bonificações e planos de crescimento fazem diferença”, diz.

A importância da cultura organizacional

Para ela, a retenção passa por uma combinação de fatores, como treinamento contínuo, benefícios, escuta ativa e fortalecimento da cultura organizacional. “Cultura não pode ser só um quadro na parede. Ela precisa ser vivida no dia a dia e alinhada à realidade do mercado”, afirma.

Renata avalia ainda que o mercado vive uma inversão de lógica. Se antes o trabalhador precisava se adaptar totalmente à empresa, agora as organizações precisam compreender o contexto atual para se manter competitivas. “Não é aceitar tudo, mas entender que ouvir o colaborador e se adaptar às mudanças é parte da evolução do mercado de trabalho”, conclui.

Acompanhe a entrevista completa: