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Yeltsin Jacques entra para o Guinness após recorde paralímpico em Paris

Atleta de Campo Grande conquistou o bicampeonato dos 1.500 metros da classe T11 nos Jogos Paralímpicos

Marca histórica foi alcançada nos Jogos de Paris ao superar o próprio recorde de Tóquio - Foto: Arquivo Pessoal
Marca histórica foi alcançada nos Jogos de Paris ao superar o próprio recorde de Tóquio - Foto: Arquivo Pessoal

O paratleta sul-mato-grossense Yeltsin Jacques entrou oficialmente para o Guinness World Records 2026 após estabelecer o recorde mundial dos 1.500 metros da classe T11, em Paris.

O feito ocorreu nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando o atleta completou a prova em 3min55s82 e conquistou o bicampeonato paralímpico da categoria.

Na final disputada na capital francesa, Yeltsin superou o próprio recorde mundial, registrado nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2021, quando havia marcado 3min57s60. Com o novo tempo, garantiu a medalha de ouro e passou a integrar oficialmente o livro dos recordes, que reúne marcas históricas do esporte mundial.

Yeltsin afirma que é gratificante estabelecer o recorde, e que foi fruto de muito treinamento.

“É um orgulho muito grande receber esse reconhecimento do Guinness World Records. É algo que fica para sempre. Nosso nome fica imortalizado nessa prova”, ressalta Yeltsin.

Além disso, o resultado consolidou Yeltsin Jacques como um dos principais nomes do atletismo paralímpico brasileiro. Ao todo, ele soma quatro medalhas paralímpicas na carreira. Em Tóquio 2020, conquistou dois ouros, nos 5.000 metros e nos 1.500 metros T11. Esta última prova rendeu ao Brasil a centésima medalha de ouro da história paralímpica.

“O esporte paralímpico brasileiro se tornou um gigante. Hoje, o Brasil é a quinta maior potência paralímpica do mundo“, celebra o recordista.

Já em Paris, além do bicampeonato e do recorde mundial, o atleta também conquistou o bronze nos 5.000 metros, mesmo após enfrentar problemas físicos antes da competição. Antes das provas, Yeltsin lidou com uma lesão e uma virose, que comprometeram o rendimento na prova mais longa.

Ainda assim, manteve a confiança nos 1.500 metros. Durante a corrida, assumiu a liderança na terceira volta e abriu vantagem até a linha de chegada, deixando a disputa pelas demais posições para trás.

Além da atuação de Yeltsin, o resultado também refletiu o trabalho do atleta-guia Guilherme Ademilson, responsável por conduzir o ritmo e a estratégia da prova. Nos 1.500 metros, Guilherme destacou que a sintonia entre atleta e guia é decisiva.

“Nos 1.500 metros não pode ter erro. A prova é rápida e tudo precisa estar muito alinhado. Na Paralimpíada, usamos o plano A e ele deu certo“, explica o atleta-guia. “A gente trabalha quatro anos para chegar nesse momento. Fazer a prova perfeita e bater o recorde mundial foi uma satisfação imensa“, conclui.

Reconhecimento e Legado

Natural de Campo Grande, Yeltsin avaliou a inclusão no Guinness como mais um reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de duas décadas no esporte paralímpico.

“São 20 anos de trabalho intenso. Estar no Guinness é um orgulho gigantesco para mim e para Mato Grosso do Sul“, ressalta Yeltsin.

Imagem de Yeltsin e Guilherme no Guiness – Foto:Divulgação