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Disputa pelo senado em MS terá briga de 'cachorro grande'

Eleições passadas mostram que resultado das urnas pode surpreender

Por Adilson Trindade
12/01/2022 • 16h00
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As eleições deste ano em Mato Grosso do Sul preveem uma disputa acirrada não só para o governo do Estado quanto para o Senado. São duas disputas por cargos majoritários sem um favorito de acordo com as pesquisas já divulgadas. E os líderes partidários estão buscando o melhor nome para esses cargos e, se for o caso, discutirem até a soma de forças para conquistar o Governo e o Senado.

Cada eleição há surpresas. Ainda mais para o Senado. Delcídio do Amaral quando estreou na política como candidato a senador, a sua eleição era uma incógnita. A sorte dele era que estavam em disputa duas vagas. Uma delas era do senador Ramez Tebet, pai da Simone Tebet. Ele entrou como franco favorito e confirmou esse favoritismo. A outra vaga estava, em tese, assegurada ao ex-governador Pedro Pedrossian despontado, também, como imbatível. E Delcídio estava nas últimas posições nas pesquisas, porque ninguém sabia quem era ele. Mas com apoio do então governador Zeca do PT e de aliados, Delcídio virou o jogo e ganhou a eleição.

Alguém apostava na eleição da Soraya Thronicke? Pois é, o imponderável das urnas pode trazer grandes surpresas. E isso pode acontecer nas eleições deste ano!

Só para contextualizar, temos ainda uma eleição em que o então vice-governador Ary Rigo entrou na disputa para o Senado como franco favorito. Ele tinha apoio do então governador Pedro Pedrossian e de muitos partidos. Outro que estava com vitória, praticamente, garantida naquelas eleições era o senador Rachid Saldanha Derzi. Ele já estava com mais de 50 anos de Congresso Nacional. Uma liderança política histórica de Mato Grosso do Sul. Os dois perderam as eleições para Ludio Coelho e Ramez Ramez. O Ramez era a grande zebra naquelas eleições. E se tornou, depois de eleito, uma grande liderança política nacional.

Teremos bons candidatos de voto. E vão surgir alguns novatos aí para darem dor de cabeça. A diferença da eleição passada, estará em jogo apenas uma vaga, hoje ocupada por Simone Tebet. Atualmente a política com maior destaque para o Senado é a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. As pesquisas apontam ela como um dos nomes fortes para a disputa eleitoral. Em abril agora ela deixa o ministério para reassumir a sua vaga deputada federal e cuidar da sua pré-candidatura. A suplente dela, Bia Cavassa, do PSDB, voltará para Corumbá.

Tereza Cristina entra na disputa como candidata do presidente Jair Bolsonaro e numa aliança com PSDB, que terá o secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, como candidato a governador.

A curiosidade é a Tereza Cristina estar no palanque do PSDB. O partido é hoje opositor ferrenho de Bolsonaro e terá o governador de São Paulo, João Dória, como adversário na corrida presidencial. Dória foi eleito na onda do bolsonarismo e depois se tornaram adversários ferrenhos.

Havendo aliança com o partido em que Tereza Cristina estará filiada, o PSDB não lançará candidato a senador. Os tucanos aqui apoiarão sim uma bolsonarista para o Senado, que é a ministra da Agricultura. Esse é, pelo menos, acordo fechado entre eles.

Aqui não há nem resistência do presidente Jair Bolsonaro de apoio dos seus seguidores a Eduardo Riedel. O governador Reinaldo Azambuja mantém uma relação institucional civilizada com o presidente e isso atraiu apoio de uma parte dos bolsonaristas.

Agora os bolsonaristas que ficarão no União Brasil, construído da fusão do DEM com PSL, querem um candidato próprio ao governo do Estado. E um candidato a senador.

Como já falamos em programas anteriores, se confirmada a candidatura de Simone Tebet a presidente da República, abre caminho para o ex-governador André Puccinelli negociar a vaga com outro partido. Ele precisa dessa vaga para formar aliança com outro partido e evitar chapa pura do MDB. Mas na eventualidade de Simone não for mais pré-candidata a presidente ou a vice, ela voltará a Mato Grosso do Sul para concorrer à reeleição.

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