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Campo Grande, 30 de junho

Falta de ordenamento em ruas deixa corumbaenses sem correspondências

São pelo menos sete localidades na cidade que sequer constam em mapa de entrega usados pelos Correios

Por Rodolfo César
19/05/2022 • 12h00
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Moradores de várias localidades em Corumbá não conseguem receber correspondência e entregas. Um problema que perdura por anos e tanto a Prefeitura, como os Correios ainda não conseguiram solucionar. São mais de 2 mil moradores do município que vivem nesse “vazio” de entregas.

Elas vivem em sete bairros e loteamentos localizados na parte alta. Alguns endereços também não existem na parte baixa e passam pelo mesmo problema.

Hoje, quem vive no Jatobazinho, Jardim Aeroporto, Residencial Flamboyant I, II e III e Residencial Corumbella, por exemplo, estão fora do mapa de entrega dos Correios. Ano passado, já houve tratativas entre a Prefeitura e os Correios para que houvesse um ordenamento dos endereços, mas não houve medidas eficazes aplicadas ainda.

Nesta quarta-feira (18), o superintendente dos Correios em Mato Grosso do Sul, Flávio Luiz Dias Leal, veio a Corumbá para retomar tratativas para adequação. Houve reunião com o prefeito Marcelo Iunes (PSDB). Participaram do encontro outras autoridades, entre elas o gerente da Central de Distribuição dos Correios em Corumbá, Robson Araújo.

Entre as medidas que são necessárias para incluir bairros na rota de entrega é regularizar a numeração de casas e ordenar centenas de ruas. A etapa atual é de estabelecer requisitos básicos que os bairros e os loteamentos precisam ser enquadrados.

Depois disso, a Prefeitura de Corumbá deverá implementar as medidas, algo que o governo municipal ainda não conseguiu desenvolver há quase 10 anos.

O prefeito Marcelo Iunes reconheceu que diante da estrutura da Prefeitura o ordenamento precisará ser feito bairro por bairro. Não há prazo estabelecido para que essa organização seja completada e os moradores possam receber correspondência.

Entre os problemas que pessoas que vivem nessas áreas enfrentam está o fato de não receber entregas de banco, como a Caixa Econômica Federal, que atua em diferentes serviços de assistência e distribuição de recursos, com benefícios diversos.

As moradias não regularizadas estão inseridas nesse cenário também. Só em Corumbá há 4 mil casas em situação irregular. A Prefeitura promete implantar um serviço de regularização de lotes e edificações em 1,4 mil imóveis ainda neste ano.

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