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Ap. do Taboado, 28 de fevereiro

Ponte rodoferroviária chega aos 21 anos esquecida pelos governos

Inaugurada em 29 de maio de 1998, ligação entre São Paulo e Mato Grosso do Sul se deteriora por falta de manutenção

Por Nestor Junior e Valdecir Cremon
01/06/2019 • 06h00
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Mais de duas décadas depois de "ligar" fisicamente Centro-Oeste e Sudeste, por meio de uma obra de engenharia até hoje moderna e pouco comparada ao redor do mundo, a ponte rodoferroviária sobre o rio Paraná pode ser considerada esquecida. Sem manutenção, a ponte oferece riscos a motoristas trafegam entre Rubinéia (SP) e Aparecida do Taboado (MS) não apenas pela falta de iluminação, mas manutenção insuficiente também em sua estrutura.

A ponte, construída em 1998 com recursos da União e custo próximo de R$ 800 milhões, foi “dividida” para sua exploração comercial. A parte ferroviária ficou com a iniciativa privada, por concessão, e a parte rodoviária com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), órgão do governo federal com a função de manter rodovias, ferrovias e hidrovias.

Em 2014, após manifestação de interesse pelo governo de Mato Grosso do Sul, o Dnit – mesmo já responsável pela conservação do trecho – assinou um convênio de delegação à iniciativa privada para a manutenção da obra. A justificativa foi considerada falha pelo Ministério Público Federal porque o próprio órgão relatou ter investido R$ 3,5 milhões entre 2009 e 2014, na conservação e segurança das instalações e equipamentos elétricos da ponte.

Neste mesmo ano, uma decisão cautelar suspendeu a licitação que escolheria a empresa responsável por explorar o pedágio na ponte rodoferroviária. Não constava no convênio, por exemplo, informação que justificasse uma tarifa de R$2,50. Desde então, o governo de Mato Grosso do Sul assumiu a manutenção da ponte, quando o governo federal delegou ao Estado a exploração do trecho de rodovia BR-158, que faz a ligação rodoviária com o Estado de São Paulo.

Na época o governo sul-mato-grossense anunciou que abriria licitação para concessão da ponte por 20 anos e que isso resultaria na cobrança de pedágio. Contudo, manifestações contrárias à iniciativa, e a troca de governo, tiraram a ponte da pauta.


 

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