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ECONOMIA

Cesta básica pesa menos, mas segue cara na Capital

Campo Grande registra queda em dezembro, mas gasto ainda consome mais da metade do salário mínimo

Arroz está entre os produtos que freou a elevação da cesta básica Foto: Planeta Arroz
Arroz está entre os produtos que freou a elevação da cesta básica Foto: Planeta Arroz

O custo da cesta básica apresentou leve queda em Campo Grande em dezembro de 2025, mas continua entre os mais altos do país e segue pressionando o orçamento das famílias. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado na quinta-feira (8), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o valor médio dos alimentos básicos na capital sul-mato-grossense ficou em R$ 775,90, recuo de 0,47% em relação a novembro.

Apesar da redução mensal, Campo Grande aparece como a sexta capital com a cesta mais cara do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Cuiabá e Porto Alegre. O valor comprometeu 55,26% do salário mínimo líquido de um trabalhador, o equivalente a 112 horas e 27 minutos de trabalho apenas para garantir a alimentação básica.

Na comparação anual, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a cesta em Campo Grande acumulou alta de 0,72%, o que indica estabilidade relativa, mas sem alívio significativo para o consumidor.

Impacto da Cesta Básica no Orçamento Familiar

Entre os itens que ajudaram a conter o custo no último mês estão produtos como arroz, óleo de soja e leite, que registraram queda em boa parte das capitais. Em contrapartida, a carne bovina, um dos principais vilões da inflação alimentar, voltou a subir na maioria das cidades brasileiras, impulsionada pela demanda interna e pelas exportações.

Mesmo com a leve retração em dezembro, o cenário reforça a dificuldade de compra enfrentada pela população. Em média, trabalhadores das 27 capitais pesquisadas precisaram comprometer quase metade da renda líquida para adquirir a cesta básica no fim do ano.

Análise do Dieese e o Salário Mínimo Necessário

O Dieese estima que, considerando o custo dos alimentos e outras despesas essenciais, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.106,83 em dezembro — mais de quatro vezes o piso nacional vigente.