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'MS é destaque nacional em diversas áreas', diz secretário Eduardo Riedel

Composto por 79 municípios, Mato Grosso do Sul completa nesta segunda-feira, 11 de outubro, 44 anos de criação

Por Ana Cristina Santos
11/10/2021 • 10h12
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Mato Grosso do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil, está localizado no sul da Região Centro-Oeste. Limita-se com cinco estados brasileiros: Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, e Paraná e dois países sul-americanos: Paraguai e Bolívia. O Estado é composto por 79 municípios e ocupa uma área de 357 145,532 km², com tamanho comparável a Alemanha. Com uma população de 2. 839, 188 habitantes, segundo estimativa do IBGE divulgada neste ano, Mato Grosso do Sul é o 21º Estado mais populoso do Brasil.

Nesta segunda-feira, 11 de outubro, Mato Grosso do Sul completa 44 anos de criação. Um estado jovem, porém, pujante, que tem como força em sua base econômica o agronegócio. Diante dessa potência econômica, o investimento em áreas de infraestrutura e logística são fundamentais para o desenvolvimento regional, segundo o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel. 

Jornal do Povo - Mato Grosso do Sul está completando 44 anos de criação. Como o senhor analisa esses 44 anos de criação do Estado?

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Eduardo Riedel A comemoração do aniversário da criação de MS permanece na consciência de nossa sociedade como fato extremamente relevante para a formação de nossa cidadania, porque constitui a data inaugural de reconfiguração não só de nosso território, como de parte da identidade nacional. Desde então, estamos construindo um Estado com perfil diferenciado, superando obstáculos e estabelecendo paradigmas inovadores. Muitos ainda não percebem, mas hoje estamos ocupando posições privilegiadas, espaços estes anteriormente ocupados somente pelos grandes estados do Sudeste. Deixamos de ser aquele modesto estado da Região Centro-Oeste.

JP- Quais foram os principais avanços nestes anos?

Riedel Somos um Estado jovem, mas já sabemos quem somos e o que podemos aspirar. Isso nos permite evoluir e fazer planos. Em seis anos, já investimos quase R$ 5 bilhões em infraestrutura,  um montante que se converte em oportunidades e com isso  geramos mais emprego e renda para nossa população, um  novo ciclo produtivo do desenvolvimento. Quando se investe em uma estrada, estamos considerando, desde a economia de recursos do produtor rural, até a vinda de uma indústria que vai gerar uma infinidade de benefícios, vai além do que enxergamos, vai além do asfalto. Mesmo em um ambiente de crise, sanitária e econômica estamos avançando.  Em 2020, fomos o terceiro maior em crescimento do Brasil e estamos entre as economias regionais com mais potencial de crescimento em 2021. O desafio neste momento é recuperar os setores mais atingidos pela pandemia.

JP- A principal base da economia de Mato Grosso do Sul é o agronegócio, o que precisa ser melhorado neste setor? 

Riedel Mato Grosso do Sul é um dos maiores produtores agrícolas do Brasil. No entanto, apesar dos excelentes resultados no setor, o nível de produção ainda poderia ser maior com melhora em tecnologia, logística, investimentos em pesquisas e gestão.

JP- Como o senhor analisa as demais áreas da economia e o que precisa fazer para alavancar os demais setores econômicos? 

Riedel Mato Grosso do Sul tem a indústria que mais cresceu no Centro-Oeste e um dos cinco estados do país que conseguiu agregar mais valor adicionado à produção. Isso não é discurso, não é sonho.  É crescimento de verdade. Ou seja, o que antes era praticamente só boi e soja, agora é safra recorde de grãos; o segundo em abates; o maior polo de celulose do mundo; o segundo maior produtor de produtos florestais; o polo mineral em expansão, com o ferro e manganês; na piscicultura, o maior exportador de carne de tilápia; mas tem também a produção de etanol, açúcar, e muitas outras novas atividades acontecendo.  É preciso sempre atrair novas empresas e investimentos.  Como uma empresa pode se instalar em uma região que não tem estradas para escoar a produção? Por isso, tomamos decisões para recuperar a capacidade do Estado de investir e assim também nos tornamos um dos estados mais competitivos do Brasil. Só nessa área de suporte ao crescimento, são mais de mil quilômetros de novas vias, além de energia em todas as regiões.

JP- Como o senhor analisa a logística do Estado e quais os projetos futuros nesta área?

Riedel Estamos acompanhando um canteiro de grandes obras estruturantes, que têm uma importância singular para a logística do Estado, como a criação da Rota Bioceânica que trará inúmeras oportunidades para nossa economia, transformando MS em um dos principais eixos de exportação do país. Esse novo corredor vai interligar nossa região à Argentina, Paraguai e ao Chile. Além disso, teremos a BR-419 unindo o Norte e Sudoeste de MS, conectando o bloco rodoviário que o estamos implantando no Pantanal. Todo esse processo trará novas fronteiras agrícolas, fortalecerá o turismo e encurtará distâncias.

JP- O que o senhor destacaria entre as ações do governo do Estado que têm contribuído com o desenvolvimento de MS? 

Riedel O Governo do Estado investiu mais de R$ 1,57 bilhão em serviços habitacionais, por intermédio da Agência Estadual de Habitação (AGEHAB). Somado a outros investimentos em infraestrutura e saneamento, estamos falando de R$ 8 bilhões nestas três áreas. Outro ponto importante que merece ser destacado é que nenhum Estado do Brasil tem um pacote de auxílios emergenciais, isenções, microcrédito com juro zero, cartão alimentação para famílias mais pobres e projetos setoriais, como temos feito no turismo, na cultura, no esporte, na educação, na saúde, como o nosso. A soma de tudo isso já ultrapassa R$ 1 bilhão em investimentos para socorrer e estimular os setores mais atingidos pela pandemia.

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