Apesar de ter perdido na Justiça do Trabalho o nome e o escudo para o ex-zagueiro Celso Elias Zottino, a diretoria do Operário garante que a marca do Operário não tem dono e sequer possui registro de patente no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).
De acordo com a assessoria de imprensa do Operário, há alguns anos a diretoria do Galo tentou patentear o escudo e o nome do time, mas esbarrou em um problema: outros 60 times no Brasil dividiam a mesma marca. O Inpi então negou a patente e o a direção do Operário desistiu de recorrer.
Mesmo apostando nesta tese de defesa para garantir a manutenção de seus direitos em relação ao nome e ao escudo do time, a direção do Operário contratou um escritório de advocacia para tratar justamente do caso.
Arrematada pelo zagueiro Celsão (que jogou de 1980 a 1993 no Galo) para a quitação de dívidas trabalhistas no valor de R$ 12 mil, a marca, segundo o ex-jogador, pode ser vendida, já que não há condições de investir em nenhum negócio.
O ex-zagueiro gostaria de resgatar o time, já que poderia começar do zero, sem dívidas, mas não sabe que decisão tomar. Já a diretoria do Galo descarta esta possibilidade, afirmando que existem normas e um estatuto que rege a administração do Operário Futebol Clube.
História adormecida – Enquanto isso, torcedores e fãs Brasil afora lembram daquele que já foi o primeiro time do interior do Brasil a afrontar os grandes do eixo Rio – São Paulo.
Até 1977, nenhum time de cidade pequena (Campo Grande tinha apenas 150 mil habitantes) e que não fosse de uma Capital (ainda era o tempo do Mato Grosso uno) havia chegado às semifinais do Brasileirão.
No final desta década, o Operário também excursionou por vários países. Em 1982, o maior título do clube: O Galo vence o Bayern de Munique e leva o caneco da President´s Cup, disputada na Coreia do Sul.