
O Campeão Mundial de Culturismo Amado Moura está de volta a Três Lagoas. E o atleta que conquistou a categoria Culturismo Clássico Aberto fez algumas revelações surpreendentes como o fato de quase ser proibido de participar da competição devido a pesagem e de não existir premiação em dinheiro.
Um dos fatores que pesaram na conquista foi a mudança para a categoria Clássica. Mas em outras competições como Sul Americano ela tinha subdivisões por altura e peso, fato que não se repetiu no Mundial.
“Todas as divisões estavam juntas, o que dá mais valor ainda a esta conquista. Mas não deixou de ser uma surpresa também”, explicou Amado. A segunda e terceira posições ficaram com dois suíços: Roman Paul Senti (2º) e Marco Cattoni (3º).
Mas os três-lagoense teve que deixar para trás também croatas, alemães, australianos, turcos e italianos entre outros.
BALANÇA
Amado Moura quase foi impedido de disputar o Mundial por causa da balança. “Tinha um sistema moderno lá. Mal você se posiciona na balança, já saí em uma tela todos os dados, altura, peso. Fiquei um pouco arqueado, não estava esperando. Por conta disso na tabela deles precisaria emagrecer um quilo. A organização me deu apenas 20 minutos para isso”, revelou.
A solução foi correr pelas escadarias dos sete andares do Resort em que estava hospedado. “Foi uma correria danada. Só pedia para Deus me ajudar. Já pensou gastar o que gastei, todo investimento que fiz e não participar do Mundial? Foi muito difícil, o meu maior desafio lá com certeza”, frisou.
Em relação aos gastos, a Prefeitura ajudou bancando as passagens de avião até a Turquia (cerca de R$ 4,4 mil). Hotel, inscrição e antidoping, que totalizaram cerca de R$ 2,3 mil foram pagos pelo próprio atleta.
“A premiação? Apenas o título, nem um centavo sequer. Tem que ter muito amor pelo esporte”, frisou.
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