
A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) promoveu o embarque de 66 trabalhadores indígenas para o município de Vacaria, no Rio Grande do Sul, onde irão atuar na colheita da maçã durante o período de safra. A ação foi organizada pela Casa do Trabalhador de Ponta Porã e integra as políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e à geração de emprego formal no Estado.
Os trabalhadores foram contratados pela empresa Frutini Fruticultura e seguiram com vínculos assegurados em Carteira de Trabalho, garantindo acesso a direitos trabalhistas e previdenciários. A iniciativa atende tanto à demanda de mão de obra do setor produtivo quanto à necessidade de ampliação de oportunidades de trabalho para comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.
Emprego formal e proteção ao trabalhador
Segundo a Funtrab, todo o processo de recrutamento foi conduzido de forma segura, transparente e legal, desde o cadastro dos candidatos até o encaminhamento às empresas contratantes. O gestor da Casa do Trabalhador de Ponta Porã, Álvaro Bitencourt, destacou que a formalização é um dos pilares da ação.
“O objetivo é garantir que esses trabalhadores tenham acesso a empregos formais, com todos os direitos assegurados. Além disso, a iniciativa ajuda a combater o aliciamento irregular e a prevenir a exploração da mão de obra indígena”, afirmou.
Atuação em diferentes etapas da produção
Durante a safra, os trabalhadores indígenas desempenham funções essenciais na cadeia produtiva da maçã. Entre as atividades estão a poda, o raleio, a colheita, a seleção e o encaixotamento dos frutos, etapas que exigem dedicação, organização e trabalho coletivo.
A presença desses profissionais contribui diretamente para o bom desempenho da produção agrícola no sul do país, ao mesmo tempo em que gera renda para as famílias e comunidades de origem em Mato Grosso do Sul.
Impacto social e econômico
Além do aspecto econômico, a ação também possui impacto social significativo. Ao promover o acesso ao trabalho formal, a Funtrab fortalece a autonomia das comunidades indígenas, estimula o protagonismo dos trabalhadores e amplia as possibilidades de desenvolvimento local.
Os recursos obtidos durante a safra retornam às aldeias, movimentando a economia regional e contribuindo para melhorias na qualidade de vida das famílias envolvidas.
Papel das Casas do Trabalhador
A Funtrab reforça que as Casas do Trabalhador são responsáveis por todo o atendimento aos candidatos, desde a entrevista presencial e o cadastro no sistema do SINE até a emissão da carta de encaminhamento às empresas. Esse acompanhamento garante segurança jurídica, transparência e credibilidade ao processo.
Com a colheita se aproximando, os trabalhadores seguem confiantes para Vacaria, levando não apenas sua força de trabalho, mas também a experiência e o reconhecimento do papel fundamental que desempenham no desenvolvimento econômico e social.
*Com informações da Comunicação da Funtrab