A Superintendência Regional do instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso do Sul aplicou em 2010, 283 multas por crimes ambientais no Estado, que chegam ao valor de R$ 51 milhões.
Desse total, 41%, o que representa 118 autos de infração, com o valor de R$ 32 milhões, foram expedidos em razão da produção ilegal de carvão e desmatamentos nos biomas do Pantanal e do Cerrado.
Segundo a Superintendência Regional do Ibama no Estado, o uso da tecnologia do geoprocessamento tornou mais eficaz o combate aos desmatamentos e a derrubada de mata para a produção de carvão no Estado.
O órgão cita como exemplo bem sucedido do uso dessa ferramenta a chamada Operação Guaicurus, em que através da comparação de imagens de satélite de 2008 e 2010, foram descobertos em dois meses, 15 mil hectares de áreas desmatadas, o que resultou na aplicação de multas aos responsáveis no valor de R$ 30 milhões.
Outras infrações
Os outros R$ 19 milhões em multas aplicadas pelo Ibama no Estado, ocorreram em crimes ambientais contra a fauna, como o tráfico de animais silvestres, descoberta de criatórios ilegais e biopirataria.
De acordo com o Ibama, embora Campo Grande lidere os municípios com mais infratores ambientais: 38 casos, Corumbá é o município que mais desperta a atenção do Ibama no Estado por concentrar os maiores desmatamentos e sediar o complexo minero-siderúrgico do Estado.