
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sems) já disponibilizou nas unidades da rede SUS (Sistema Único de Saúde) a vacina contra o vírus sincicial respiratório – VSR (bronquiolite) para crianças prematuras e com comorbidades. “Dentro do planejamento estratégico definido pelo prefeito Marçal Filho de garantir a intenção integral à saúde das crianças na rede pública de Dourados, agilizamos os trâmites perante a Secretaria de Estado de Saúde e passamos a oferecer essa importante vacina para os bebês prematuros do nosso município”, enfatiza Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde.
Ele ressalta que a estratégia de vacinação tem como objetivo prevenir as formas graves da doença do trato respiratório inferior associados ao VSR em crianças de maior risco, por meio da proteção conferida pelo anticorpo monoclonal, o nirsevimabe. “Vacinando agora, iremos prevenir a superlotação do sistema de saúde quando o inverno chegar e, é claro, garantir que nossas crianças possam desfrutar de muito mais saúde e qualidade de vida”, ressalta Márcio Figueiredo.
O público alvo da vacinação são crianças prematuras (nascidas com até 36 semanas e 6 dias) e crianças com idade inferior a 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) com comorbidades como cardiopatia congênita; broncodisplasia; imuno comprometidos graves (inato ou adquirido); com síndrome de Down; fibrose cística; doença neuromuscular ou anomalias congênitas das vias aéreas.
A vacina pode ser solicitada nas Unidades Básicas de Saúde da rede municipal a partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, para todos os bebês que se encaixem nos critérios elencados acima e que nasceram a partir de 1 de setembro de 2025. Para garantir a vacinação é necessário que a criança tenha a documentação necessária (relatório, laudo ou prescrição médica que comprove a condição de elegibilidade) e procure a unidade de saúde para solicitação da dose ao Estado/Ministério da Saúde.
Os bebês nascidos no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) a partir do dia 2 de fevereiro de 2026, que se encaixam nos critérios acima, receberão a dose do Nirsevimabe durante a internação hospitalar.
VACINAÇÃO GESTANTES
Desde o ano passado, as Unidades Básicas de Saúde de Dourados já estão aplicando a vacinação contra a bronquiolite em grávidas a partir de 28 semanas de gestação. O imunizante passou a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para todo o País como forma de combater o VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que responde por 60% das pneumonias em crianças menores de 2 anos.
A proteção contra o VSR é considerada estratégica porque o vírus é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em bebês — doenças que podem levar à internação e, em casos mais graves, à necessidade de suporte respiratório. A vacinação durante a gestação possibilita que os anticorpos passem para o bebê pela placenta, garantindo proteção desde o nascimento, período em que a criança é mais vulnerável a infecções respiratórias.
Esse efeito é especialmente importante nos primeiros meses de vida, quando o bebê ainda não pode receber diretamente outros imunizantes contra o VSR. Além disso, ao vacinar gestantes, a estratégia nacional reduz o risco de surtos sazonais, diminui a carga sobre as emergências pediátricas e evita agravamentos que são comuns no pico de circulação do vírus. A recomendação é que a dose seja aplicada a partir da 28ª semana, garantindo a máxima transferência de anticorpos e proteção contínua até o nascimento.
BRONQUIOLITE
A bronquiolite é uma doença respiratória aguda que se manifesta de forma grave, principalmente, em crianças de até 2 anos e também em idosos, causando dificuldade respiratória e podendo levar à morte. A doença é caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, que são finas ramificações que levam o oxigênio até os alvéolos dos pulmões.
Os sintomas geralmente aparecem gradualmente, até seis dias após o contágio. Entre os principais estão: obstrução nasal; coriza clara; dificuldade para respirar; tosse; respiração rápida e chiado no peito, e febre. Em situações mais graves, podem ocorrer cianose (arroxeamento dos lábios e extremidades) e pausas respiratórias.
Não existe um medicamento que cure diretamente a infecção viral, ou seja, que mate o vírus ou que desinfle o pulmão de forma imediata. Geralmente, o tratamento dos sintomas tem o objetivo de dar suporte às funções vitais das crianças, para mantê-las respirando bem, confortáveis e hidratadas.