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PREVENÇÃO

Teste do pezinho que detecta 40 doenças entra em vigor no Mato Grosso do Sul

MS começou a oferecer pelo SUS o teste do pezinho ampliado, que passa a rastrear mais de 40 doenças em recém-nascidos.

Profissional de saúde coletando amostra do teste do pezinho em recém-nascido, ambiente SUS
Coleta deve ocorrer preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê. Foto: GOV MS

Desde 1º de janeiro, Mato Grosso do Sul passou a ofertar pelo SUS o teste do pezinho ampliado. Com isso, a triagem neonatal foi ampliada para a detecção de mais de 40 doenças em recém-nascidos. A mudança fortalece a política de diagnóstico precoce no Estado. Ao mesmo tempo, amplia o acesso gratuito a um exame que, antes, era mais associado ao setor privado por custo e disponibilidade.

O exame integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, e representa uma guinada em relação ao modelo anterior. Até então, a rede pública conseguia rastrear sete doenças. Agora, o objetivo é aumentar a capacidade de identificação de condições congênitas, genéticas e metabólicas, permitindo que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível. Assim, o Teste do Pezinho vem se tornando ainda mais importante para a saúde dos bebês.

Sobre a ampliação

Com a ampliação, a expectativa é reduzir riscos de complicações e de óbitos evitáveis na infância. Além disso, o novo formato busca melhorar o cuidado integral. Vale citar que essa nova abordagem reforça o papel do teste do pezinho na detecção precoce de diversas doenças, ampliando as chances de intervenção antes do agravamento do quadro clínico, especialmente em doenças que evoluem silenciosamente nos primeiros dias de vida.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a efetivação do teste do pezinho ampliado reforça o foco na primeira infância. “Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, afirmou.

A coleta deve ser feita, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, período considerado ideal para identificar alterações precoces. Entre as condições rastreadas, o texto oficial cita atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, galactosemias e diferentes distúrbios metabólicos. Nesse contexto, a gerente de Atenção à Saúde da Criança da SES, Cristiana Schulz, destaca o impacto do diagnóstico precoce na efetividade do cuidado, enfatizando o papel relevante do Teste do Pezinho como ferramenta de triagem.

“Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida e, em muitos casos, evitando complicações graves”, explicou.

Laboratório de Referência e Acompanhamento

As análises das amostras passam a ser realizadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde. Além do processamento, a instituição também oferece acompanhamento multiprofissional às crianças diagnosticadas, o que amplia a integração entre rastreio e continuidade do cuidado. Dessa forma, o laboratório fortalece a rede que sustenta o teste do pezinho em Mato Grosso do Sul.

Como acessar o teste do pezinho ampliado

A orientação é que a coleta ocorra entre o 3º e o 5º dia de vida. O exame pode ser feito na unidade básica de saúde, no hospital onde ocorreu o parto ou, na Capital, em uma das unidades do IPED/APAE. Em todos os casos, a oferta é gratuita pelo SUS. Inclusive, o teste do pezinho ampliado está disponível gratuitamente para toda a população do Estado.

A coordenadora técnica da instituição, Josaine Palmieri, afirma que a ampliação fortalece a rede de cuidado no Estado. “Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Governo do Estado, passamos a realizar o teste do pezinho ampliado, aumentando a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado às crianças em todo o Mato Grosso do Sul”, declarou.

Impacto e Percepções da Ampliação do Teste do Pezinho

Atualmente, cerca de 3 mil testes do pezinho são realizados mensalmente no Estado, com atendimento aos 79 municípios. Para as famílias, a mudança é percebida como ganho direto de segurança nos primeiros dias de vida. Dessa maneira, a expansão do Teste do Pezinho representa avanço significativo para a saúde pública e o bem-estar das crianças. Mãe da recém-nascida Mariana, de três dias, Ana Cláudia Araújo avaliou que a ampliação amplia o cuidado desde o início. “Essa ampliação faz toda a diferença para nós, mães, porque amplia o cuidado e traz mais segurança ao permitir um diagnóstico mais completo desde o início”, relatou.

Já a avó da bebê Antonela, Alessandra Azambuja, destacou o acesso pelo SUS a um exame mais completo. Antes, esse exame era mais comum na rede particular. Para muitas famílias, o teste do pezinho passou a ser acessível e essencial desde o início da vida dos bebês.

“Hoje conseguimos acessar pelo SUS um exame muito mais completo, que antes só era possível no particular, com um custo alto. Isso significa mais prevenção, mais acesso e mais tranquilidade para as famílias”, afirmou.