
Apesar de Três Lagoas ter centenas de quebra-molas para conter a velocidade de motoristas mais ansiosos e apressados, quando estes ganham avenidas e ruas retas, sem valetas ou depressões, aceleram com seus pesados pés a velocidade de seus veículos. E, sem medo, colocam em risco a segurança, e quem sabe a vida de terceiros.
Esse cenário que transforma nossas avenidas e ruas em pista de corrida é lamentável. Nas primeiras horas do dia entre as 6 horas e 7 horas, a correria é uma só. Retardatários querem a todo custo tirar o atraso da hora despertada com atraso, seja para chegarem no trabalho, ou na escola com os filhos, muitas vezes transportados na garupa de bicicletas elétricas de duvidosa segurança. Para agravar, ônibus contratados pelas fábricas de celulose no afã de cumprirem itinerários, a qualquer hora do dia, também não andam e nem observam a velocidade permitida de 40 km por hora na via pública.
Motocicletas, também desafiam a autoridade policial de trânsito e não ficam atrás transitando em altas velocidades. Os que se identificam como entregadores, que ganham por entregas realizadas, são os que mais correm. A constatação diária dessa situação perigosa nas vias públicas, mais uma vez nos remete a importância de se desenvolver uma atividade de fiscalização mais intensa liderada pelos destacamentos de fiscalização do trânsito incumbidos de repreenderem condutores de veículos que não observam os limites de velocidades tão indispensáveis para a segurança do trânsito da cidade, que registra diariamente acidentes que causam desde leves a graves lesões nos envolvidos.
Certamente, não vale mais dizer que os condutores de veículos automotores em Três Lagoas não têm educação no trânsito e que pouco se importam com normas legais que devem observar. Também, se nota a falta de urbanidade entre motoristas no dia a dia. O fato é que estamos diante de um quadro extrema gravidade, que só será amenizado com uma ação repressiva mais efetiva, que deve ir não mais da advertência, mas para a multa e ao recolhimento do veículo, se for o caso.
As nossas unidades de fiscalização de trânsito deveriam ser dotadas de radar móvel, que somados aos fixos que já estão instalados, proporcionarão a imposição de multas, as quais causarão prejuízos financeiros aos próprios infratores. Multados, uma, duas, três vezes, ou quantas vezes forem flagrados cometendo infrações no trânsito, apreenderão a lição de como devem se conduzir nas vias publicas da cidade, observando a sinalização indicativa da velocidade permitida e de outras posturas. Não se trata de querer instituir indústria de multa, que muitos alegam ser fonte de renda para os cofres públicos. Botar a mão no bolso do infrator, será remédio para vivermos em um trânsito com mais segurança e sem velocidade desmedida nas ruas da cidade.