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CLIMA EXTREMO

Chuva passa de 200 mm e provoca alerta em MS

Corguinho e São Gabriel do Oeste concentram os maiores acumulados no estado

Volumes elevados foram registrados em ao menos 20 municípios nas últimas 48 horas Foto: Karina Anunciato, Massa CG
Volumes elevados foram registrados em ao menos 20 municípios nas últimas 48 horas Foto: Karina Anunciato, Massa CG

As chuvas intensas das últimas 48 horas provocaram altos volumes acumulados em diversas regiões de Mato Grosso do Sul, com registros acima de 200 milímetros e risco de alagamentos pontuais. Levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima(Cemtec) mostra que Corguinho e São Gabriel do Oeste estão entre os municípios mais afetados.

Em Corguinho, na região da Fazenda Morro Alegre, o acumulado chegou a 238 milímetros. Outros pontos do município também registraram volumes elevados, com marcas superiores a 220 milímetros em poucos dias. Em São Gabriel do Oeste, o acumulado em 48 horas alcançou quase 200 milímetros.

Impacto das Chuvas em Mato Grosso do Sul

Porto Murtinho registrou mais de 130 milímetros, enquanto Camapuã ultrapassou 118 milímetros no mesmo período. Em Campo Grande, a chuva foi significativa em diferentes regiões da cidade. Segundo o meteorologista Natálio Abraão, o acumulado chegou a 85 milímetros na região central e a 111 milímetros no bairro Carandá Bosque. Na área de Coxim, os registros ficaram em torno de 50 milímetros.

Ainda de acordo com o meteorologista, mais de 1.040 descargas elétricas foram contabilizadas em Campo Grande durante o período de instabilidade, o que reforça o caráter severo das chuvas associadas às tempestades.

Outras Áreas Afetadas e Monitoramento Contínuo

Outros municípios também apresentaram volumes expressivos, como Coxim, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante e Miranda, todos com acumulados próximos ou acima de 90 milímetros. Em Chapadão do Sul, o volume chegou a 42,8 milímetros, enquanto Três Lagoas registrou cerca de 37 milímetros.

Os dados foram atualizados na manhã desta terça-feira (3) e seguem sendo monitorados por órgãos estaduais e federais. A orientação é para atenção redobrada em áreas de risco, especialmente em regiões sujeitas a alagamentos, enxurradas e quedas de árvores.