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TURISMO

Comunidades indígenas fortalecem turismo sustentável e projetam Nioaque no cenário nacional

Projeto une tradição, cultura e preservação ambiental e envolve aldeias Terena e Atikum em Mato Grosso do Sul.

Projeto une tradição, cultura e preservação ambiental - Foto: Bolivar Porto
Projeto une tradição, cultura e preservação ambiental - Foto: Bolivar Porto

O município de Nioaque, região oeste de Mato Grosso do Sul, vem se consolidando como referência no turismo indígena com a implementação do projeto “NIOAC – Cultura e Turismo Indígena”.

A iniciativa reúne comunidades Terena e Atikum na construção de atividades que unem ancestralidade, preservação ambiental e valorização cultural.

Comunidades como protagonistas

As aldeias Brejão, Cabeceira, Taboquinha, Água Branca e a Vila Atikum estão entre as primeiras a estruturar produtos turísticos de base comunitária. O movimento ganhou legitimidade com o reconhecimento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que abriu caminho para novas oportunidades de desenvolvimento sustentável.

As lideranças locais destacam que o turismo tem gerado mudanças positivas.

“Estamos vendo nosso território valorizado, nossa cultura respeitada e novas oportunidades surgindo para as futuras gerações”, afirmaram caciques das comunidades.

Políticas locais e apoio técnico

O projeto também impulsionou o fortalecimento do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e resultou na criação da primeira Política Municipal de Turismo de Nioaque, elaborada de forma participativa.

O documento deve orientar o crescimento do setor com base na sustentabilidade e no respeito às tradições.

Além disso, a iniciativa conta com consultoria técnica especializada contratada pelo Sebrae-MS, que acompanha o processo de implementação e oferece suporte metodológico às comunidades envolvidas.

*Com informações do Governo de MS