
O deputado estadual Junior Mochi (MDB) anunciou nesta terça-feira (3) que vai propor a criação de uma comissão na Assembleia Legislativa para acompanhar de forma permanente a concessão da BR-262 e de outras rodovias recém-concedidas em Mato Grosso do Sul. A iniciativa, segundo ele, busca evitar a repetição de falhas ocorridas na concessão da BR-163, que resultaram em atrasos e repactuações contratuais.
O anúncio foi feito durante a abertura do ano legislativo, após o pronunciamento do governador Eduardo Riedel (PSDB), que apresentou um balanço da gestão ao Parlamento. Para Mochi, 2026 será um ano desafiador, marcado pelo processo eleitoral, mas que não pode desviar o foco das entregas à população.
“Antes de qualquer disputa política, nós temos um mandato a cumprir. A sociedade espera resultado, não discurso”, afirmou o parlamentar.
Mochi disse que vai apresentar já nesta quarta-feira um projeto para ampliar o alcance da comissão provisória que acompanha a concessão da BR-163, incluindo a BR-262, a BR-158 e rodovias estaduais inseridas no projeto da Rota da Celulose. “Para nós não cometermos os erros do passado, é fundamental o acompanhamento diário dessas concessões”, disse.
Segundo o deputado, a falta de fiscalização efetiva no passado levou à frustração de expectativas, especialmente no caso da duplicação da BR-163. “Achávamos que a fiscalização estava sendo feita e fomos surpreendidos, quase dez anos depois, com a necessidade de uma repactuação que não entregou o que estava previsto originalmente”, afirmou.
Demandas e Melhorias para o Estado
O parlamentar também defendeu maior agilidade do poder público na execução de obras e políticas públicas, citando demandas históricas de municípios do interior, como a pavimentação de rodovias e melhorias em infraestrutura urbana, saúde e educação.
Na área da educação, Mochi reconheceu avanços na rede estadual, mas ressaltou a necessidade de fortalecer o ensino municipal. “O aluno passa primeiro pelo município. Se a base não estiver bem estruturada, o Estado não consegue fazer o restante sozinho”, disse, defendendo parcerias mais estreitas com prefeitos.
O deputado também chamou atenção para a situação da Santa Casa de Campo Grande, responsável pelo atendimento de alta complexidade em todo o Mato Grosso do Sul. “Mato Grosso do Sul não vive sem uma Santa Casa funcionando bem. É preciso unir os poderes e os municípios para encontrar uma solução definitiva”, afirmou.
Ao encerrar a fala, Junior Mochi reforçou que o papel do Legislativo vai além do debate político. “Fiscalizar, acompanhar e garantir que as obras saiam do papel é a nossa função. É isso que a população espera de nós”, concluiu.