
Com autorizações publicadas no Diário Oficial e concentradas em empenhos de novembro e dezembro de 2025, o Governo de Mato Grosso do Sul direcionou R$ 19.937.801,30 para reforçar a fiscalização da Sefaz com tecnologia e estrutura. O pacote distribui recursos entre análise e cruzamento de dados (IA e Big Data), apoio à fiscalização de trânsito e operações. Ademais, são destinadas melhorias em postos fiscais e medidas de segurança da informação, buscando ampliar a capacidade de controle. Isso também torna as ações mais rápidas e precisas.
Área X Investimento
| Área que recebe verba | Aplicação (em que melhora) | Valor |
|---|---|---|
| Análise e cruzamento de dados | Ferramentas de IA/BI e Big Data para processar dados e identificar padrões | R$ 2.031.740,51 |
| Fiscalização na ponta (trânsito e operações) | Sistemas de apoio à fiscalização, controle de mercadorias e rotinas fiscais | R$ 4.800.000,00 |
| Infraestrutura de fiscalização (postos fiscais) | Reformas e ampliações para reforçar estrutura física e operação em rotas estratégicas | R$ 2.180.000,00 |
| Segurança da informação e LGPD | Adequação à LGPD, relatórios de privacidade e proteção/inspeção de tráfego em redes | R$ 4.294.000,00 |
| Suporte e operação de TI | Serviços para manter sistemas e rotinas fazendárias operando (retaguarda tecnológica) | R$ 6.418.060,79 |
| Consultoria e referência técnica | Acesso a programas executivos/técnicos para apoio à estratégia de TI | R$ 214.000,00 |

Em vez de concentrar o reforço em uma única frente, os documentos apontam investimentos distribuídos em quatro áreas que tendem a impactar diretamente o dia a dia da fiscalização e da arrecadação. São elas: (1) análise e cruzamento de dados, (2) fiscalização de trânsito e controle de mercadorias, (3) infraestrutura em postos fiscais, e (4) segurança da informação e adequação à LGPD.
1) Cruzamento de dados: fiscalização mais rápida e inteligente
Uma parte do pacote foi direcionada a ferramentas voltadas para Business Intelligence, Inteligência Artificial e Big Data. Essas tecnologias servem para processar grandes volumes de informações e encontrar padrões.
Na prática, isso tende a melhorar a capacidade da Sefaz de cruzar dados com maior velocidade, identificar inconsistências e gerar “alertas” de risco para orientar auditorias e ações fiscais. Ou seja, o foco é reduzir o trabalho manual e aumentar a precisão das análises. Dessa forma, situações com maior potencial de irregularidade passam a ter prioridade.
2) Fiscalização de trânsito e estabelecimentos
Outra frente destacada envolve sistemas de apoio à fiscalização de trânsito e fiscalização de estabelecimentos. Estes são associados ao monitoramento de operações e ao controle da circulação de mercadorias no estado.
Os documentos também citam soluções ligadas à gestão de incentivos fiscais, atendimento ao contribuinte e distribuição de documentos fiscais eletrônicos, sinalizando uma tentativa de integrar rotinas que hoje podem estar fragmentadas. Com isso, a fiscalização tende a ganhar mais rastreabilidade e, ao mesmo tempo, mais capacidade de conferir informações em cadeia. Isso ocorre desde a emissão do documento até a circulação efetiva.
3) Postos fiscais: reformas e ampliação
Além dos sistemas, o material menciona investimentos em obras para reforma e ampliação de postos fiscais em diferentes municípios.
Esse tipo de reforço costuma ter impacto direto na operação: melhora as condições físicas para equipes e amplia estrutura de atendimento. Além disso, pode facilitar a instalação de equipamentos e rotinas de controle. Assim, a fiscalização não depende apenas de tecnologia “de tela”. Ela é fortalecida também no ponto onde a mercadoria efetivamente passa.
4) Segurança da informação e LGPD: proteção e governança de dados
Com mais dados sendo processados, a segurança virou uma frente própria. As autorizações incluem ações ligadas a privacidade, proteção de dados e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), incluindo relatórios e medidas de governança.
Além disso, aparecem investimentos para monitoramento e proteção de redes corporativas, sugerindo blindagem do ambiente digital onde trafegam informações fiscais e operacionais. Na prática, esse eixo busca reduzir riscos de vazamentos, indisponibilidade de sistemas e falhas de segurança. Ao mesmo tempo, tenta estabelecer regras claras de tratamento e uso das informações.
5) Gestão e inteligência econômica: leitura de cadeias produtivas via notas fiscais
Outra aplicação citada envolve um sistema de análise de cadeias de valor com dados de notas fiscais eletrônicas. O objetivo é gerar indicadores como PIB e interdependência produtiva entre municípios.
Esse tipo de iniciativa pode fortalecer a capacidade do Estado de entender como a economia se organiza e, consequentemente, orientar decisões de fiscalização e gestão. Isso é importante, pois padrões de produção e circulação ajudam a calibrar o foco do controle.
O que muda na prática
No conjunto, as autorizações indicam um reforço da fiscalização em duas pontas ao mesmo tempo: mais inteligência para cruzar dados e mais estrutura para agir em campo, com suporte digital e físico. Além disso, a segurança da informação aparece como base para sustentar essa modernização sem fragilizar dados sensíveis.
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