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FÓRUM DE CULTURA

Fórum Estadual dos Pontos de Cultura em Corumbá discute justiça climática e cultura

O tema é “Pontos de Cultura pela justiça climática”, que orienta as discussões do evento. Trata-se de uma etapa preparatória para o V Fórum Nacional de Pontos de Cultura e para a 6ª Teia Nacional

Em Corumbá, o Fórum Estadual dos Pontos de Cultura reúne especialistas e agentes culturais para debater sustentabilidade artística, governança e cultura viva, com enfoque na justiça climática. - Foto: Ricardo Gomes
Em Corumbá, o Fórum Estadual dos Pontos de Cultura reúne especialistas e agentes culturais para debater sustentabilidade artística, governança e cultura viva, com enfoque na justiça climática. - Foto: Ricardo Gomes

Nos dias 30 e 31 de janeiro de 2026, Corumbá sediará o Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, que será realizado na sede do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano. Organizado pela Secretaria Estadual de Cultura, em parceria com o Ministério da Cultura, o evento se propõe a ser um espaço de articulação e fortalecimento da rede de Pontos e Pontões de Cultura de Mato Grosso do Sul, com ênfase na justiça climática, tema central das discussões.

Com o intuito de promover a integração cultural e fortalecer políticas públicas, o Fórum Estadual constitui uma etapa preparatória para o V Fórum Nacional de Pontos de Cultura e a 6ª Teia Nacional de Cultura Viva. A programação contará com debates, oficinas artísticas, dinâmicas de grupo, e uma grande celebração cultural, como um cortejo que marcará o fechamento do evento. Além disso, os participantes terão a oportunidade de discutir a gestão das políticas públicas de cultura, com foco na economia solidária, sustentabilidade artística, e os protocolos verdes que almejam a harmonização da arte com a preservação ambiental.

Objetivos e eixos temáticos

Entre os principais objetivos do evento, destacam-se o fortalecimento da rede estadual de cultura, a articulação entre iniciativas municipais e regionais, e o estímulo à gestão compartilhada das políticas culturais. Em torno de três eixos temáticos, os debates serão focados nos seguintes pontos:

  1. Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos – com ênfase em formação, circulação e memória das culturas populares.
  2. Governança da Política Nacional de Cultura Viva – discussão sobre a criação e ampliação de comissões e fóruns de cultura.
  3. Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística – com foco na economia solidária e no fortalecimento das práticas culturais sustentáveis.

O evento busca também dar visibilidade à Política Estadual de Cultura Viva, um marco para a promoção da cultura como fator de transformação social e ambiental.

Diversidade cultural e o impacto local

Para a diretora de Memória e Patrimônio Cultural da FCMS, Melly Sena, o Fórum e a Teia Estadual de Cultura Viva de Mato Grosso do Sul são fundamentais para a articulação entre políticas públicas e a valorização das culturas tradicionais e populares do estado. “Este evento é um espaço estratégico para fortalecer as ações da Cultura Viva, reunindo agentes culturais e gestores públicos para promover não apenas o debate sobre justiça climática, mas também para garantir que as expressões culturais locais sejam reconhecidas e celebradas”, afirmou Melly.

O evento também será um momento de visibilidade para as diversas expressões culturais, com destaque para as manifestações artísticas do Pantanal, que têm o poder de unir os aspectos ambientais e culturais da região. Durante os dois dias de programação, serão realizadas mesas institucionais, grupos de trabalho, plenárias deliberativas, rodas de debates e uma feira criativa, oferecendo uma experiência rica de intercâmbio entre participantes e organizações culturais de várias partes do Brasil.

Apoio e correalização

O Fórum Estadual conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Corumbá, Prefeitura de Ladário, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e do Programa Nacional dos Comitês de Cultura. A correalização fica por conta dos Pontões e Pontos de Cultura, que são a base dessa grande rede de articulação e resistência cultural.

*Com informações da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul