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Professores de Dourados rejeitam proposta da prefeitura e greve continua

Aguardando ajuste salarial, categoria está com atividades paralisadas desde segunda-feira (14)

Greve é mantida mesmo com liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação Sindicato dos Professores de Dourados
Greve é mantida mesmo com liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação Sindicato dos Professores de Dourados

Os professores da Rede Municipal de Ensino de Dourados estão no 5º dia de greve. Desde a última segunda-feira (14), escolas e centros de educação pública infantil permanecem sem aulas por falta de acordo sobre o reajuste salarial de educadores e administrativos. O prefeito Alan Guedes (PP) recebeu os representantes do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted). Os grevistas fizeram nova assembleia e decidiram manter a greve. O resultado vai ser informado ainda hoje em ofício enviado à prefeitura.

Com relação ao reajuste, o prefeito garantiu o piso nacional aos professores no valor de R$ 3.846,14 para 40 horas trabalhadas semanais e manteve a proposta apresentada ao sindicato de 8% a partir de abril de 2022, 7,5% a partir de agosto e 2,39% a partir de dezembro. A greve em Dourados é mantida mesmo com liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul considerando o movimento ilegal. O desembargador Sérgio Fernando Martins estabeleceu multa de R$ 50 mil para cada dia de descumprimento da decisão.

Ontem (17), a prefeitura encaminhou ao sindicato o ofício reiterando o compromisso da criação do Fórum Permanente de Valorização da Educação, com as datas das reuniões agendadas para março, abril, maio e junho, para discutir a adoção do piso salarial de 20 horas. A proposta da prefeitura prevê envio de Projeto de Lei Complementar à Câmara de Vereadores ainda em 2022.

Segundo o prefeito da cidade, Alan Guedes, as negociações estão em andamento.  “Acreditamos que com os esforços da nossa equipe chegaremos a um acordo com a categoria. Hoje, nesta reunião, estamos apresentando a proposta de encaminhar projeto de Lei à Câmara Municipal para ‘recuperar’ os 15% pleiteados pelos sindicatos a partir do segundo semestre, além da criação do Fórum Permanente de Valorização da Educação com um cronograma de reuniões agendadas neste primeiro semestre”, disse.