
SÃO PAULO — A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou que deixará a pasta ministerial para concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante sua passagem por São Paulo. Ela participou de um evento sobre gastos públicos. Segundo Tebet, a saída deve ocorrer até o dia 30 de março ou na data que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definir.
Entrevista completa
A decisão é fruto de conversas diretas com o presidente, que considera a participação da ministra fundamental no próximo pleito. “O presidente entende que eu sou importante no processo eleitoral, acha importante a minha candidatura”, afirmou Tebet. Ela ressaltou que a única certeza que possui no momento é que não permanecerá no ministério e que será candidata em 2026.
O futuro político nas mãos de Lula
Ao ser questionada sobre qual cargo disputará ou por qual estado, a ministra adotou um tom de pragmatismo e lealdade ao projeto do governo. Tebet enfatizou que “política é missão” e que sua vontade pessoal foi colocada em segundo plano para atender a uma estratégia maior de país.
“Eu coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político”, declarou a ministra. Ela revelou que as conversas iniciais giraram em torno de uma candidatura ao Senado Federal. Porém, nenhum martelo foi batido sobre o local da disputa, se pelo seu estado natal, Mato Grosso do Sul, ou por São Paulo.
“Não fechamos nada […] Ele queria me ouvir. Presidente tem a virtude de nunca impor nada. Eu é que me ofereci a um projeto de país”, explicou Tebet, indicando que uma definição mais concreta deve ocorrer antes do Carnaval.
O cenário em São Paulo e especulações partidárias
Embora seu nome seja ventilado para disputas em São Paulo, Tebet evitou se colocar como concorrente direta ao governo estadual. Ela também evitou cravar sua transferência de domicílio eleitoral. Ela elogiou nomes de peso do cenário paulista, citando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo Tebet, essas figuras são capazes de “performar muito bem” em uma eventual disputa estadual.
Sobre movimentações partidárias, a ministra confirmou ter recebido convites, inclusive do PSB, partido do vice-presidente Alckmin e do prefeito de Recife, João Campos. Ela diz ter grande afinidade e “sinergia” com ambos. No entanto, Tebet foi categórica ao afirmar que mudanças de partido não estão em discussão no momento. “Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos”, pontuou, refutando rumores de que teria imposto condições para sua candidatura.
Contexto Econômico
A confirmação da saída ocorre em meio a debates cruciais sobre o orçamento. Durante o evento, Tebet aproveitou para alertar sobre os desafios fiscais que o Brasil enfrentará a partir de 2027. Ela destacou o crescimento das despesas obrigatórias, especialmente com a previdência, e a necessidade de revisão de gastos.
A ministra encerrou reafirmando seu compromisso com o projeto coletivo, independentemente da posição que ocupará. “Ou você serve a um projeto de país de corpo e alma ou você não serve para fazer política”, concluiu
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