RÁDIOS
Campo Grande, 21 de maio

Dois dias após matar mulher com 30 facadas, homem é preso pela PM na capital

Ocorrência aumenta para cinco o número de feminicídios em Campo Grande este ano. Em Mato Grosso do Sul já foram registrados 14 casos

Por Gerson Wassouf
22/04/2024 • 10h30
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Uma morte brutal chocou os moradores na Vila Duque de Caxias, região oeste de Campo Grande-MS. A Polícia Militar foi acionada na manhã desta segunda-feira (22) e encontrou o corpo de uma mulher, de 42 anos, em uma residência no cruzamento da Rua Taquari com a Avenida Presidente Vargas.

Informações preliminares revelaram que a mulher estaria sem vida no local há praticamente dois dias. A polícia está apurando as circunstâncias da morte já tratada como mais um caso de feminicídio. 

Com esta ocorrência, aumentou para cinco o número de assassinatos contra mulheres em Campo Grande este ano. Em Mato Grosso do Sul já foram registrados 14 casos.

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"Mais ou menos às 9h, a nossa central acionou uma guarnição sobre um provável homicídio. Chegando no local, os parentes abriram a casa e foi constatado o óbito de uma senhora e percebemos que se trata de um feminicídio.  Os bombeiros nos contaram que foram mais de 30 facadas, isso porque só viram a parte da frente da moça caída, as costas ainda não porque estão aguardando a perícia", informou o 1º tenente da PM, Paulo Góes.

Ainda segundo o policial, um homem de 52 anos, que mora no local foi preso suspeito de ter cometido o crime. Ele tem problemas psicológicos e faz tratamento para esquizofrenia. Ele teria confessado o crime pela manhã quando foi buscar atendimento em uma unidade de saúde na Vila Almeida. 

O suspeito foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Campo Grande.

O médico do Corpo de Bombeiros Militar de MS, tenente Carlos Sanches, foi quem atendeu a ocorrência. "Realmente é algo bem violento, vários ferimentos e uma morte óbvia de, pelo menos, mais de um dia. Aí agora vai ser feito o trabalho pericial junto com a perícia médica. Lá dentro ela está seminua ao chão de um dos cômodos com sinais importantes de violência e sangramento. Os próximos detalhes serão só com a perícia", afirmou o tenente.

Na mesma rua, um vizinho, que preferiu não se identificar, se disse surpreso com o assassinato e que, apesar dos problemas psicológicos do rapaz, ele nunca havia causado problemas na região.

"Era uma pessoa que a gente sabia que tinha um caso de esquizofrenia, né, mas ele nunca incomodou ninguém aqui na região, pelo menos nunca vi ele incomodando, nunca teve relato. Vez em quando ele tinha algumas atitudes, mas dentro da casa dele mesmo, fazia uns treinamentos, dava uns gritos, em alguns momentos fechava a grade com tecido, mas nunca algo violento, que a gente pudesse desconfiar de uma outra atitude dele, sabe, foi uma surpresa pra gente aqui", relatou o vizinho.

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