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Campo Grande, 20 de maio

Especialistas da PF e da UFMS fazem o 'Teste da Urna' no TSE

Os grupos vão verificar se as melhorias que sugeriram no ano passado foram feitas nos sistemas eleitorais

Por Redação CBN-CG
15/05/2024 • 13h00
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Dois grupos de investigadores, formados por agentes da Polícia Federal (PF) e especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), voltaram nesta quarta-feira (15) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para verificar se foram adotadas as contribuições sugeridas para o aprimoramento das urnas eletrônicas e dos sistemas eleitorais.

As sugestões foram feitas na primeira fase da sétima edição do Teste Público de Segurança da Urna, realizada de 27 de novembro a 2 de dezembro de 2023. Na ocasião, nenhum dos especialistas em computação presentes conseguiu comprometer a integridade e o sigilo do voto. Mesmo assim, a Comissão Avaliadora recomendou a repetição de cinco planos de testes executados pelas instituições.

Representantes da UFMS no Teste da UrnaRepresentantes da UFMS no Teste da Urna - Foto: Reprodução/Rede Social

A UFMS encaminhou quatro integrantes para analisar dois pontos de melhorias dos sistemas eleitorais. De acordo com o professor Carlos Alberto da Silva, essa etapa “é muito importante para o processo eleitoral. Às vezes a gente acha que o processo é só no dia da eleição, e não é. Tem etapas importantes antes e depois e estamos aqui para colaborar”, disse ele. 

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Mário Carvalho, estudante de doutorado da universidade, afirmou que o teste “reúne uma série de pessoas que estão interessadas em contribuir para que as urnas eletrônicas e o processo eleitoral sejam efetivados de maneira segura e confiável”.

Também participam do Teste de Confirmação pesquisadores do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Os acadêmicos dão suporte às investigadoras e aos investigadores durante a execução dos planos de reteste que ocorrerão até sexta-feira.

Nesses três dias, os integrantes da PF e da UFMS vão executar os firmwares (programas de controle do hardware) e as mídias dos modelos 2022 e 2020 da urna eletrônica. No caso, serão testados os seguintes itens: Gerenciador de Dados; Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica; Software de Carga; Software de Votação; Sistema de Apuração; Kit JE-Connect; entre outros.

A Polícia Federal, que participa com cinco integrantes, quer replicar três dos seis testes executados em 2023. “Nosso objetivo aqui é sempre usar a nossa expertise, na área de segurança da informação, com um pessoal altamente qualificado, para melhorar o sistema eleitoral”, disse Galileu Batista de Sousa, perito criminal da Polícia Federal. 

Ao todo, participam professores universitários, alunos de mestrado e doutorado e peritos em informática e em cibernética.

O diretor-geral do TSE, Rogério Galloro, afirmou que “o TPS é fundamental para o sistema eleitoral. É ele que possibilita essa transparência e essa evolução constante no sistema eleitoral”. 

O Teste de Confirmação ocorre até sexta-feira (17), sempre das 9h às 18h, no edifício-sede da Corte, em Brasília. O evento pode ser acompanhado em tempo real por meio do canal do TSE no YouTube.

Teste Público de Segurança da Urna

 O Teste da Urna ocorre desde 2009 e é a oportunidade de unir sociedade e Justiça Eleitoral no trabalho de aperfeiçoamento da segurança dos sistemas eleitorais. O TPS acontece, preferencialmente, no ano anterior às eleições.

O Teste Público de Segurança da Urna é um evento em que o TSE abre todos os sistemas da urna eletrônica, sistemas de transmissão, de recepção de dados da urna, para que sejam verificados e testados por qualquer brasileiro acima de 18 anos”, explica o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente.

Já a etapa de Confirmação, que ocorre em ano eleitoral, tem como objetivo constatar se o que foi encontrado na primeira fase do Teste da Urna foi devidamente corrigido para as eleições, que este ano serão municipais e ocorrem nos dias 6 de outubro (1º turno) e 27 de outubro (2º turno).

Valente explicou que, no Teste de Confirmação, são apresentados dois códigos-fontes, o da primeira etapa e o que já contém as melhorias sugeridas. “Apresentamos o que tínhamos antes e as melhorias que foram feitas. Então, as investigadoras e os investigadores não vêm aqui somente para testar, eles podem olhar o que foi feito, cada linha de código. Cada instrução que foi alterada a partir da contribuição está à disposição para que eles vejam também”, finalizou.

 

 

 

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