
Uma mulher de 22 anos foi vítima de agressão física após se recusar a realizar uma transferência bancária via Pix para o namorado, em Dourados, município localizado no interior de Mato Grosso do Sul. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e expõe mais um episódio de violência doméstica motivada por conflito financeiro dentro de um relacionamento.
De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão aconteceu durante uma discussão entre o casal, quando o homem, de 24 anos, exigiu que a vítima entregasse seu telefone celular para que ele pudesse realizar uma transferência bancária. Diante da recusa da mulher, o suspeito passou a agir de forma agressiva.
Discussão escalou para agressão física
Segundo o relato prestado à polícia, o homem estava alterado no momento do desentendimento. Após a negativa da vítima em entregar o aparelho celular, ele a mordeu em uma das mãos, causando lesão visível. A agressão foi presenciada pela mãe do autor, sogra da vítima, que confirmou os fatos às autoridades.
Ao ouvir gritos vindos do interior da residência, a mulher decidiu acionar a Polícia Militar, demonstrando preocupação com a situação e com a integridade física da nora. A equipe policial foi até o local para atender à ocorrência.
Polícia foi acionada pela mãe do agressor
No endereço informado, os policiais encontraram a vítima e o suspeito ainda no local. A jovem relatou os fatos aos militares e apresentou a mão ferida, confirmando a agressão sofrida. A sogra da vítima corroborou a versão apresentada, afirmando que o filho havia agido de forma violenta após a discussão envolvendo a transferência via Pix.
Diante do ocorrido, as partes foram encaminhadas à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados para o registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis.
Vítima recusou medidas protetivas
Na delegacia, a vítima optou por não representar criminalmente contra o agressor. Ela solicitou que o namorado não fosse preso e informou que não desejava a concessão de medidas protetivas de urgência. Ainda segundo o registro, a jovem afirmou que não pretende encerrar o relacionamento, apesar do episódio de violência.
A decisão foi registrada em termo próprio, conforme prevê a legislação, mas não impede o prosseguimento das apurações por parte da Polícia Civil.
Caso foi registrado como lesão corporal
A ocorrência foi oficialmente registrada como lesão corporal dolosa, crime previsto no Código Penal. Mesmo diante da recusa da vítima em adotar medidas mais severas, a polícia destacou que casos de violência doméstica exigem atenção, uma vez que podem evoluir para situações mais graves.
Autoridades reforçam que agressões físicas, independentemente da gravidade aparente, configuram crime e devem ser comunicadas às forças de segurança.
Violência financeira e doméstica caminham juntas
Especialistas apontam que conflitos envolvendo dinheiro e controle financeiro são fatores recorrentes em casos de violência doméstica. A tentativa de obrigar a vítima a realizar transferências bancárias pode ser caracterizada como violência patrimonial, modalidade reconhecida pela legislação brasileira.
A Polícia Civil orienta que vítimas busquem ajuda, acionem familiares e procurem os canais oficiais de denúncia sempre que se sentirem ameaçadas ou agredidas, mesmo que o agressor seja alguém próximo.