
Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Hospital Universitário (HU-UFGD) vão suspender as atividades nos dias 4 e 5 de dezembro de 2025. A paralisação foi aprovada em Assembleia Extraordinária do Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais (Sintef). Esta assembleia foi realizada na última terça-feira (25). Além disso, ela integra a estratégia de pressão da categoria sobre o governo federal.
Durante o encontro, os servidores deliberaram pela interrupção temporária dos serviços. Isso ocorre como forma de reforçar a mobilização contra a Reforma Administrativa. Eles também cobram o cumprimento do acordo firmado ao término da última greve nacional. O sindicato avalia que os compromissos assumidos pelo governo ainda não foram plenamente atendidos. Isso é o motivo pelo qual decidiu retomar a agenda de protestos.
Ao longo das 48 horas de paralisação, a expectativa é de impacto direto no funcionamento de todas as unidades da UFGD e do Hospital Universitário. Rotinas administrativas, fluxos internos e atendimentos podem sofrer alterações. Isso ocorre porque os técnico-administrativos ocupam funções estratégicas. Eles atuam em setores acadêmicos, de gestão e de suporte às atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência em saúde.
Impacto da Paralisação e Orientações
O Sintef orienta a comunidade acadêmica e usuários dos serviços do HU-UFGD a se informarem previamente. É importante conhecer possíveis mudanças em horários e procedimentos durante os dois dias de mobilização. A entidade destaca que o objetivo do movimento não é interromper o acesso da população à universidade e ao hospital de forma indiscriminada. Ao contrário, é chamar atenção para as condições de trabalho e para a política de carreira. Além disso, ele destaca os efeitos da Reforma Administrativa sobre o serviço público.
Mesmo com a paralisação aprovada, o sindicato sinaliza que o período de 4 e 5 de dezembro também servirá para ampliar o diálogo. O sindicato quer conversar com estudantes, pacientes, familiares e demais usuários. Eles explicam as razões do movimento e recolhem apoio às reivindicações. Após a paralisação, a categoria deve reavaliar o cenário. Os servidores decidirão sobre novos passos na mobilização.