
As indústrias de celulose e papel de Mato Grosso do Sul registraram crescimento de 2,72% neste ano em comparação com 2014, aumentando de R$ 2,20 bilhões para R$ 2,26 bilhões. Três Lagoas se destaca no cenário industrial com fábricas instaladas na região e a pretensão de expansão das empresas para o próximo ano.
O estado possui 24 indústrias de celulose e papel que empregam 3.675 trabalhadores, com investimentos de quase R$ 16 bilhões. Entre esses empreendimentos estão a instalação da segunda linha de produção da Fibria, com investimento de R$ 7,7 bilhões, e a ampliação da fábrica de celulose da Eldorado Brasil, com aplicação de R$ 8 bilhões, ambas em Três Lagoas.
Segundo o Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Mato Grosso do Sul, com a ampliação das fábricas, o estado vai destacar-se ainda mais no cenário industrial como centro mundial de produção de celulose e Três Lagoas se tornará a capital mundial da celulose. De acordo com a planta atual da Fibria, que tem capacidade para produzir 1,75 milhão de toneladas por ano, deverá atingir as 3,05 milhões de toneladas por ano, se tornando uma das maiores unidades de produção de celulose do mundo.
Já a produção da Eldorado chegará a 4 milhões de toneladas/ano, o dobro da capacidade atual. O projeto Vanguarda 2.0, como é denomina-se a ampliação da Eldorado, vai gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos e está previsto para ser inaugurado em julho de 2018. Em termos produtivos, a produção brasileira de celulose teve um crescimento de 4,6% de janeiro a outubro de 2015 quando comparada ao mesmo período de 2014, passando de 13,6 milhões de toneladas em 2014 para 14,2 milhões de toneladas em 2015.
O presidente do Sinpacems, Francisco Valério, a produção de papel e de celulose no estado em 2016 não terá alteração quando comparada ao ano de 2015 e deverá manter a ordem de 2,9 milhões de toneladas. “A produção das novas plantas, cuja construção teve início neste ano, só iniciarão a produção a partir do último trimestre de 2017. Por isso, em 2016, devemos continuar nos mesmos patamares de 2015”, analisou.